Ceasa divulga cotação de preços e clima influencia nos valores. Conforme os dados divulgados, algumas culturas apresentaram significativa redução de preços, e outras continuam com valores bem acima da média, que é o caso da folhosas, que ainda deverão ser vendidas mais caras nos varejões.
De acordo com o orientador de mercado, João Carlos Caroni, houve queda na oferta de folhosas, devido aos dias quentes, e com a falta da hortaliça os preços subiram. A alface, por exemplo, que normalmente é vendida por R$12 a R$15 a dúzia, foi comercializada nesta segunda-feira (30), entre R$18 e R$20, uma situação que favorece o produtor, mas para o consumidor ainda é sinônimo de valores mais altos nos varejões.
Por outro lado, Caroni revela que outros produtos caíram de preço, como é caso da abobrinha. “A cultura sofreu com o clima quente, mas a chuva dos últimos dias favoreceu bastante e o preço caiu. Antes estava em torno de R$70 a R$80, a caixa de 22 quilos, e ontem foi vendida em média de R$40 a R$50. Portanto, deverá estar mais barata no mercado geral”, afirma.
Contudo, o orientador prevê mudanças nos preços para os próximos 15 dias. “Os dias estão quentes, isso interfere no amadurecimento. O ciclo de produção das hortaliças, como jiló, vagem, tomate e pepino é acelerado, com isso a oferta aumenta e os preços caem, o que não é bom para o produtor. E os reflexos continuam, pois depois deverá ter queda na oferta, mesmo que os produtores tentem repor; e os preços deverão aumentar. Nestas condições, o produto tem a mesma qualidade, porém fica com tamanho menor”, explica.