Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) se prepara para participar da greve nacional marcada para semana que vem. Os professores da rede estadual de Uberaba vão aderir à mobilização organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que será nos dias 17, 18 e 19 de março. Na agenda local estão previstas assembleia, manifestação regional e participação, em Tribunal Livre, na sessão ordinária da Câmara Municipal de Uberaba.
A primeira ação da greve nacional, a partir de um calendário elaborado pelo Sind-UTE, será a mobilização regional, que provavelmente será em Araxá no fim da tarde do dia 17. Enquanto isso, no mesmo dia, um grupo estará em Uberaba para uma assembleia na sede do Sind-UTE (rua Álfen Paixão, 185, bairro Mercês), em que serão repassadas as últimas informações da greve, para que todos possam acompanhar os avanços.
Já no dia 18 de março, os professores participarão da Tribuna Livre na Câmara Municipal de Uberaba. “Vamos denunciar e buscar o apoio dos vereadores quanto aos problemas enfrentados no momento, que estão relacionados à nova resolução do governo, que é ‘Reinventando o Ensino Médio’, que traz dificuldades aos alunos do ensino noturno, porque eles não podem se matricular no 1° ano do ensino médio se não tiver carteira profissional assinada no mercado de trabalho. Neste sentido vamos pedir uma moção de apoio aos nossos vereadores”, explica a diretora regional do Sind-UTE em Uberaba, Maria Helena Gabriel.
E para fechar o cronograma, no dia 19 de março, uma caravana vai a Brasília. Na Capital Federal já está agendado encontro com a ministra da Cultura, Marta Suplicy. Neste momento serão feitas cobranças, que são os royalties do petróleo que devem ser investidos na valorização dos educadores, a carreira e a jornada para todos os profissionais da Educação; a contraproposta do reajuste dos governadores e o INPC, 10% do PIB para educação pública, pelo cumprimento da lei do piso e votação imediata do Plano Nacional da Educação. “São medidas para que a Educação caminhe com mais tranquilidade”, explica Maria Helena.
Em Uberaba foram distribuídos cartazes em todas as escolas para convocar a categoria ao movimento, Por isso a expectativa é que número significativo de profissionais participe, “pois, como todos sabem, a educação está um caos em Minas Gerais”, afirma.