Sindicato da categoria espera que o município possa cumprir a variação a ser anunciada pelo governo
Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba (Sindemu) espera que a Prefeitura siga o reajuste do piso salarial a ser anunciado pelo Ministério da Educação.
Segundo o presidente da entidade, Adislau Leite, em 2016 o reajuste do piso deve ficar em torno de 11,36%, saindo dos atuais R$1.917,78 para R$2.135. “Acredito que a Prefeitura de Uberaba não vai ter nenhum empecilho para conceder esse reajuste para a categoria. Porém, é importante lembrar que ainda, na rede municipal de ensino, os professores recebem abaixo do piso nacional. Inclusive, na pauta de reivindicação que vamos entregar, provavelmente ainda esta semana, iremos sugerir um cronograma para se chegar a 100% do valor do piso nacional”, revela o presidente do Sindemu.
Adislau lembra que houve temor sobre o reajuste do piso, visto que alguns governadores e prefeitos entendem que não conseguem pagar o índice que o MEC anuncia, por isto reivindicaram que fosse o INPC. “Desta forma, teríamos uma perda muito grande, pois, quando a lei do piso começou a vigorar, a intenção sempre foi de que o professor tivesse um salário digno e compatível com as demais categorias que também têm nível superior, e, se começarem a aplicar o índice do INPC, será um retrocesso”, explica.
Vale lembrar ainda que muitas prefeituras não seguem a lei do piso e professores que recebem abaixo do que deveriam. Em Uberaba, por exemplo, em 2012 o sindicato acionou a Justiça, pois o índice oferecido pela Prefeitura foi muito abaixo do que o anunciado pelo MEC. “É uma situação complicada, é uma lei federal que os próprios legisladores não cumprem. Porém, aqui em Uberaba estamos conseguindo negociar esse índice. Hoje o professor que não tem graduação recebe em torno de R$1.133; o graduado, R$1.472; o educador infantil, R$1.917, e os coordenadores pedagógicos, R$1.705. Todos estão abaixo do piso, mesmo o educador infantil, pois ele recebe essa quantia praticando uma jornada superior a 30 horas semanais”, finaliza Adislau.