CIDADE

Professores suspendem greve e estudantes desocupam UFTM

Em assembleia realizada esta semana, o corpo docente da Universidade Federal do Triângulo Mineiro decidiu suspender a greve e retomar as atividades acadêmicas na próxima 2ª (19)

Thassiana Macedo
Publicado em 17/12/2016 às 08:01Atualizado em 16/12/2022 às 16:08
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Neto Talmeli

Depois de serem obrigados a deixar o prédio por força de liminar, os estudantes “reocuparam” as instalações no início de novembro e permaneceram até esta semana

Em assembleia realizada esta semana, o corpo docente da Universidade Federal do Triângulo Mineiro decidiu suspender a greve e retomar as atividades acadêmicas na próxima segunda-feira (19). No mesmo caminho, o movimento de estudantes que ocupava o Centro Educacional da universidade, na avenida Getúlio Guaritá, também decidiu em assembleia pela desocupação do prédio.

Segundo a diretora da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Triângulo Mineiro/Seção Sindical do Andes (Aduftm/Ssind), Valéria Roque, a mobilização é contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, antiga PEC 241, e contra a antiga Medida Provisória (MP) 746 e atual MP 34, que trata da reforma do ensino médio. “Ambas foram agora aprovadas e estão, inclusive, vigorando. Se esse era nosso indicativo, nós deliberamos em assembleia pela suspensão da greve, mas não pela desmobilização”, explica.

Valéria Roque ressalta que a aprovação da PEC 55 vai prejudicar principalmente as áreas de educação e saúde. “Metade do nosso orçamento vai para pagar juros de dívida pública e o restante é subdividido entre educação, saúde, previdência, transporte, segurança e outras questões. Já temos um teto mínimo de destinação orçamentária para educação e saúde muito pequeno. Com a PEC 55, que congela qualquer reajuste, o que pouco temos hoje tende a ficar comprometido por 20 anos, enquanto não se mexe no que de fato consome o orçamento, que é a dívida pública. Não sabemos por que estamos pagando, quanto pagamos e até quando”, alerta.

A diretora esclarece que, com a suspensão da greve dos professores, a categoria retorna às atividades e ao exercício das tarefas diárias normalmente, mas em assembleia permanente. “Isso significa que se amanhã alguma outra medida, mais agravante e coligada a esse indicativo, nos remeter a uma nova paralisação, não precisamos cumprir muitos prazos regulamentares para chamarmos novamente uma assembleia e deliberarmos por voltar à greve ou não”, garante Valéria Roque.

Em função da mobilização unificada de professores, técnicos administrativos e estudantes, o Centro Educacional havia sido desocupado no dia 4 de novembro, após determinação da Justiça Federal, mas que voltou a ser ocupado por alunos quatro dias depois, foi novamente liberado. O movimento estudantil também é contra a PEC 55, o projeto “Escola sem Partido”, a reforma do ensino médio e as propostas de reformas trabalhista e previdenciária. No entanto, também definiram liberar o prédio, mantendo a mobilização em torno das reivindicações.

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