Objetivo da proposta é arrebanhar jovens em situação de risco social e prepará-los para o mercado de trabalho, evitando o envolvimento deles com a criminalidade
Programa de Proteção dos Jovens (Protejo) do Ministério da Justiça seleciona mais de 70 jovens em situação de vulnerabilidade social em Uberaba. Os interessados devem se inscrever até 18 de julho e, durante um ano, serão oferecidos cursos e oficinas para a qualificação profissional e inserção desses jovens no mercado de trabalho.
Os cursos serão oferecidos em Uberaba por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, que na semana passada publicou edital para selecionar 75 jovens, entre 15 e 24 anos, que se encontram hoje em situação de risco, vulnerabilidade social, fora da escola regular e que já tenham passado por situações como no sistema prisional e medidas socioeducativas.
Segundo a secretária de Desenvolvimento Social, Ângela Dib, o principal objetivo é proporcionar a eles, durante um ano, em um período de cinco horas por dia, qualificação e oficinas, de forma que possam se envolver com a arte, cultura, esporte, inclusão de digital e até mesmo cursos profissionalizantes, para que ao final do período possam conseguir atividades com a geração de renda. “É muito fácil falar que um jovem de 15 anos, por exemplo, não pode trabalhar, mas pode cometer infrações graves ou não. Na verdade, precisamos de atitudes e, por isto, cabe a nós oferecer e proporcionar a esse jovem algum tipo de resgate da cidadania. Proporcionar ações, para que saiam da vida de criminalidade, esse é o nosso papel”, afirma.
No primeiro momento serão jovens dos bairros Uberaba 1, Morumbi e Vila Paulista. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas no Centro de Referência Mulheres da Paz, localizado em galeria na avenida Dom Luiz Santana, próximo ao Centro Administrativo. “Os jovens podem se inscrever espontaneamente ou por indicação do programa Mulheres da Paz ou dos trabalhadores de um dos Cras. E caso haja mais de 75 jovens inscritos, acontecerá seleção. A preferência é para aqueles que estão cumprindo medidas socioeducativas ou já estiveram no sistema prisional”, explica Ângela, lembrando que, assim como o Pronatec, o Protejo também é um programa que resgata a cidadania, oferecendo a oportunidade para que estejam inseridos no mercado, pois é desta forma e outras ações que será possível evitar que entrem novamente na criminalidade.
Vale lembrar ainda que o curso é gratuito e aqueles alunos que cumprirem 100% de frequência vão receber uma bolsa-auxílio de R$100 do Ministério da Justiça.