Secretário municipal de Agricultura pede paciência, pois o município conta com 5,2 mil quilômetros de rodovias municipais.
Chuvas provocam caos em estradas rurais. Em trecho que dá acesso a sítios e fazendas próximos à Usina Caeté, entre os quilômetros 10 e 12, formou-se uma enorme poça-d’água e nem mesmo veículos pequenos conseguem passar pelo local. A informação é de proprietários de fazendas próximas ao trecho. Um dos produtores rurais que contataram o Jornal da Manhã está preocupado com o difícil acesso. “Ficamos ilhados. Se alguém passar mal aqui, vai morrer, pois nem a gente com carro de passeio não consegue passar, muito menos uma ambulância”, queixasse.
O secretário municipal de Agricultura, José Humberto Guimarães, disse que o problema não é isolado e que outros produtores rurais, que também dependem de estradas de terra, estão solicitando a revisão da secretaria e há um cronograma de trabalho a ser seguido. “Vamos iniciar uma operação emergencial de tapa-buracos nas estradas de terra. O secretário de Infra-Estrutura, José Eduardo Rodrigues da Cunha, já está ciente e vamos iniciar o serviço nos próximos dias.”
Entretanto, Guimarães pede paciência, pois o município conta com 5,2 mil quilômetros de estradas municipais e cerca de 4.200 produtores, sendo 2,5 mil de pequeno porte e o restante de médio e grande portes. “Além dessa grande malha viária municipal, temos um tráfego intenso de veículos. Estima-se que circulem cerca de 700 carretas diariamente para escoamento de produção e insumos. Diante dessa realidade, a Prefeitura tem tomado todas as providências para manter em bom estado dessas estradas de terra, inclusive com atenção periódica. É um trabalho conjunto sob a coordenação da Secretaria de Agricultura e execução da Secretaria de Infra-Estrutura”, explica Guimarães.
Sobre a melhoria a ser feita nas estradas, o secretário diz que a Prefeitura dispõe de maquinário para os serviços, mas depende de fatores que exigem tempo, como autorização ambiental para tirar cascalho para executar o abaulamento nas estradas e melhorar o escoamento da água, evitando a formação de buracos e poças. “É preciso levantar o leito das estradas. Antigamente, usava-se patrolar, ou seja, passava a máquina e alisava a estrada, mas formavam mais buracos quando a chuva retornava. Estamos executando um trabalho diferenciado, com atenção nos sistemas de escoamento da água, sem prejudicar o meio ambiente, e isso exige altos investimentos e tempo”, diz.