NOVO CAPÍTULO

Protetoras questionam manejo de gatos de colônia no Instituto Maria Modesto

Da redação
Publicado em 26/12/2024 às 14:59Atualizado em 26/12/2024 às 16:23
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A colônia de felinos existe há muitos anos no local, no entanto, o manejo dos animais se faz necessário por se tratar de instituição voltada à saúde, segundo informou a instituição ao Jornal da Manhã (Foto/Reprodução)

A colônia de felinos existe há muitos anos no local, no entanto, o manejo dos animais se faz necessário por se tratar de instituição voltada à saúde, segundo informou a instituição ao Jornal da Manhã (Foto/Reprodução)

Manejo de gatos do Instituto Maria Modesto (IMM) ganha novo capítulo. A instituição comunicou o início do procedimento no dia 12 de dezembro, mas a condução do trabalho tem desagradado protetoras de animais. Segundo denúncia feita ao Jornal da Manhã, ativistas foram convidados para ação na segunda-feira (23), mas, ao chegarem ao local, se depararam com veterinários do Hospital Veterinário da Uniube (HVU) e gatoeiras para a retirada dos animais. A ação foi alvo de registro de ocorrência junto à Polícia Militar. O assunto, inclusive, tomou proporções nacionais, após publicação da Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) relacionar o caso a "maus-tratos e perseguição a animais em situação de rua". Ao JM, a Sociedade Educacional Uberabense (SEU) garante que nenhum animal foi retirado do local na ação de segunda-feira.

Veruska Avelar, uma das ativistas, relatou ao Jornal da Manhã que o diretor do Instituto Maria Modesto disse às protetoras que os animais aguardariam adoção em gaiolas. “Ele disse que estávamos ali para acompanhar e não para opinar, e que os gatos seriam retirados, naquele instante, encaminhados para o Hospital Veterinário da Uniube (HVU), e ficariam em gaiolas à espera de adoção. Mas os animais só podem ser retirado do ambiente se for encaminhado para um lar responsável. E isso não acontece da noite para o dia”, relata.

A medida gerou protestos dos presentes, classificada como cruel. Além disso, as protetoras destacaram, ainda, os riscos a que esses animais estão expostos pela possível retirada arbitrária do local, uma vez que seu bem-estar é amparado pela Lei Federal nº 9.605/98, que versa sobre crimes ambientais. “Alguns gatos têm 18 anos de vida. Se forem tirados de lá sem donos que possam ampará-los, provavelmente não vão sobreviver”, menciona Avelar.

A colônia de felinos existe há muitos anos no Instituto Maria Modesto. No entanto, o manejo dos animais se faz necessário por se tratar de instituição voltada à saúde, segundo informou anteriormente a instituição ao Jornal da Manhã. Na oportunidade, o IMM explicou que "a medida visa garantir a segurança de pacientes e bem-estar dos próprios animais, especialmente com a futura ampliação dos atendimentos do Instituto". Além disso, o manejo foi amplamente divulgado.

Além disso, a nota previamente enviada pelo IMM aponta que a vereadora Denise Max (Patri) acompanha o processo de manejo dos felinos. Contudo, a parlamentar afirma não compactuar com a retirada arbitrária dos animais do local. “Depois de tantos anos, eles não podem ser retirados assim. E o meu nome está sendo usado como frente das ações, mas eu não concordo com o que foi feito segunda-feira”, afirma. Denise Max ainda pontua que a colônia de gatos nunca expôs o Instituto Maria Modesto à possibilidade de perder alvará sanitário. 

Preocupadas com os animais, as protetoras buscaram amparo da Polícia Militar, registrando a ocorrência. Segundo informaram o JM, elas seguirão na tentativa de manter os gatos no Instituto Maria Modesto até que conseguir um novo lar para eles. “O objetivo é proteger os animais. Por isso, fizemos um abaixo assinado que vai ser divulgado no Brasil”, explica Veruska Avelar.

A reportagem do Jornal da Manhã voltou a acionar a Sociedade Educacional Uberabense sobre o assunto. Em nota, a instituição lembra que o Instituto Maria Modesto é unidade de tratamento de saúde mental e se propôs a fazer o manejo dos felinos de forma transparente. Ainda de acordo com a nota, o início do trabalho, nesta segunda-feira (23), precisou ser interrompido "devido a atitudes que comprometeram o respeito à equipe da unidade e à tranquilidade necessária aos pacientes". 

A nota também reforça que nenhum animal foi retirado do local, mas o manejo acontecerá. "O Hospital Veterinário da Uniube reagendará a transferência, seguindo todas as medidas necessárias com responsabilidade, até que os felinos possam ser direcionados para adoção responsável. 

Os animais resgatados passarão por avaliação de saúde conduzida por equipes especializadas e veterinários. Em seguida, serão encaminhados para adoção, com ampla divulgação na página oficial do Hospital Veterinário da Uniube (@hospitalveterinariouniube)", diz trecho da nota. Confira a íntegra no final desta matéria. 

Repercussão nacional

O manejo dos animais do Instituto Maria Modesto ganhou repercussão após publicação da Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) relacionar o caso a "maus-tratos e perseguição a animais em situação de rua". 

Segundo a publicação, a remoção dos animais foi feita "de forma abrupta, à noite, e até o momento não há informações claras sobre o destino dado aos felinos". Contudo, questionada pelo Jornal da Manhã, a Sociedade Educacional Uberabense afirma que nenhum animal foi retirado do Instituto Maria Modesto na ação de segunda-feira.

A instituição inda reforça que todos os animais tratados pelo HVU recebem cuidados adequados, incluindo espaços apropriados e acompanhamento de profissionais qualificados, refletindo o compromisso da instituição com a humanização. 

Confira nota na íntegra enviada pelo Instituto Maria Modesto:

O Instituto Maria Modesto é uma unidade de saúde dedicada ao tratamento de pacientes com transtornos mentais graves. O cumprimento rigoroso das normas sanitárias é essencial para preservar a segurança dos pacientes e a continuidade dos serviços prestados à comunidade. A Instituição, desde o princípio, tem agido de forma transparente, mantendo diálogo aberto e permitindo o acompanhamento das ações realizadas.

No dia 23 de dezembro, última segunda-feira, representantes da Sociedade Educacional Uberabense (SEU) programaram o início do manejo dos gatos que se encontram no Instituto, com transferência ao Hospital Veterinário da Uniube (HVU). Protetores foram previamente convidados a acompanhar a atividade. Contudo, a ação precisou ser interrompida devido a atitudes que comprometeram o respeito à equipe da unidade e à tranquilidade necessária aos pacientes.

Até o momento, não houve retirada de animais do espaço. O Hospital Veterinário da Uniube reagendará a transferência, seguindo todas as medidas necessárias com responsabilidade, até que os felinos possam ser direcionados para adoção responsável. 

Os animais resgatados passarão por avaliação de saúde conduzida por equipes especializadas e veterinários. Em seguida, serão encaminhados para adoção, com ampla divulgação na página oficial do Hospital Veterinário da Uniube.

Reforçamos que o Instituto Maria Modesto é gerido pela Sociedade Educacional Uberabense (SEU), que há 77 anos fundamenta suas decisões em critérios técnicos e éticos, priorizando o bem-estar coletivo e a segurança dos pacientes.

Contamos com o apoio na divulgação de nossas iniciativas para encontrar lares responsáveis para os felinos.

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