A greve dos funcionários da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) completa hoje o quinto dia. Os profissionais de todo o estado aderiram à paralisação que, representada pelo Sindicato dos Eletricitários de Minas Gerais (Sindieletro), reivindica reajuste salarial, 10% de aumento real e Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Segundo o diretor José Henrique Vilela, quase 50% dos funcionários da cidade aderiram à paralisação, ou seja, cerca de 75 profissionais de diversos setores estão braços cruzados desde quarta-feira (25). “Temos uma boa adesão. Estimamos que 50% dos trabalhadores atuantes na área de distribuição, aquela que atende diretamente o consumidor, da geração - das usinas -, com menos adesão, além de uma adesão significativa do pessoal da transmissão, aqueles que trabalham nas subestações e também nas redes de transmissão”, destacou.
Ainda, Vilela descartou a possibilidade de a greve atrapalhar o atendimento à população. “A nossa campanha é salarial, mas também é social. Nós discutimos a melhoria do serviço, trazer de novo a Cemig para o interior. Uberaba é responsável por atender cidades como Delta, Campo Florido, Conceição das Alagoas, que antes tinham eletricistas e hoje não têm”, pontuou.
De acordo com o sindicalista, a categoria está defendendo e cobrando para que a Cemig cumpra realmente o seu papel social e de concessão. “A Cemig não faz mais investimentos na rede, não usa a melhor tecnologia que tem, não tem um efetivo de funcionários suficiente para atender toda à sua demanda. Portanto, quando acontece um problema proveniente da natureza, ele causa um transtorno muito maior. Se houvesse investimento como antes, funcionários em todos os locais e trabalhadores próprios”, acredita.
Melhores condições de trabalho. José Henrique Vilela reafirma a necessidade de a companhia energética investir na primarização dos serviços prestados. “Os terceirizados têm uma relação de trabalho precária, com excesso de jornada, além de não receberem os seus direitos. Ainda, vale destacar que só esse ano cinco trabalhadores morreram porque são expostos à um serviço extremamente precário, causando mortes, doenças e mutilações”, finaliza.