CIDADE

Reajuste da gasolina pode ajudar a recuperar o setor sucroenergético

Aumento do preço da gasolina pode levar muitos consumidores com veículos flex a migrarem para o álcool hidratado

Thassiana Macedo
Publicado em 03/10/2015 às 21:38Atualizado em 16/12/2022 às 22:00
Compartilhar

Aumento do preço da gasolina nas bombas pode levar muitos consumidores com veículos flex a migrarem para o álcool hidratado. Pelo menos esta é a expectativa do Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool no Estado de Minas Gerais (Siamig), que já vê essa mudança com bons olhos. O crescimento nas vendas pode inclusive alavancar a recuperação do setor sucroenergético, que enfrentou fechamento de usinas e desemprego no primeiro semestre de 2015.

Em agosto, consumidores mineiros consumiram cerca de 184 milhões de litros de etanol, volume que representa um crescimento de mais de 200% em relação a agosto de 2014, quando o consumo foi de 56 milhões de litros. Para o presidente do Siamig, Mário Campos Ferreira Filho, em relação ao etanol, o consumidor já vive um bom momento, pois a relação de preço é favorável desde abril desse ano. “O aumento da gasolina com certeza tem um aspecto positivo para o setor, já que o etanol fica cada vez mais competitivo. Acreditamos que agora o setor terá condição de vender o etanol com um preço próximo do ideal para remunerar os custos e pagar a dívida”, avalia.

Por outro lado, o aumento do preço do diesel também impacta no custo de produção, já que o combustível é utilizado nas máquinas que fazem o plantio e a colheita da cana-de-açúcar, bem como nos caminhões que transportam o insumo. “No balanço final, eu diria que a medida é positiva, porque a tendência de aumento da gasolina é maior do que a do diesel em relação ao custo de produção”, ressalta Mário Campos.

Além disso, Mário Campos sustenta que a medida vai mudar o humor do mercado e dos empresários do setor. “Esperamos que essa política de recomposição dos preços dos combustíveis fósseis, que não ocorreu no primeiro mandato, possa permanecer para que tenhamos nas bombas os preços que reflitam o custo real da produção dos combustíveis, anteriormente subvalorizados. Outro ponto é uma demonstração de independência da diretoria da Petrobras, que revela uma preocupação com a dívida da companhia e tomou uma decisão, independentemente do que o governo acha ou do processo inflacionário que o país vive”, esclarece.

O presidente da Siamig ressalta ainda que a medida é benéfica para a política de proteção ambiental, visto que o aumento no consumo do etanol, em substituição ao combustível fóssil, favorece o cumprimento da meta para a redução das emissões de gás com efeito estufa para o futuro. O assunto será discutido em dezembro na Conferência do Clima (Cop-21) em Paris.

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por