A partir do dia 26, todos os pacientes com atendimento agendado no Ambulatório Maria da Glória, Central de Pediatria, de Especialidades e no Centro de Reabilitação, vinculados ao Hospital de Clínicas (HC-UFTM) devem comparecer somente no dia da consulta para evitar tumulto, portando cópias da carteira de identidade, CPF, cartão SUS e comprovante de endereço. O objetivo é promover o recadastramento dos pacientes, necessário para a implantação de novo sistema informatizado de gestão hospitalar e adequação das agendas de atendimento.
Trata-se do Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários (AGHU), desenvolvido pelo Ministério da Educação em parceria com o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, e que vem sendo adotado pelo Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf).
De acordo com Veridiana Bernardes Faria, chefe das Unidades de Ambulatório do HC-UFTM, o objetivo é realizar o gerenciamento unificado e padronizado. “Para o paciente, o maior benefício é que, junto a esse sistema, vamos rever a organização dos ambulatórios. Eles não são muito bem identificados, pois temos três andares e várias alas, e o paciente acaba ficando confuso. Tudo isso vai ser organizado de forma que ele encontre melhor seu local de consulta. Nosso horário de atendimento vai ser escalonado. Ao invés de todo mundo ser marcado para o mesmo horário, com atendimento por ordem de chegada, um vai ser para as 7h, outro às 7h30, 8h e assim por diante. De forma que aquele que seria atendido às 11h não precise chegar às 7h”, explica.
Com o novo aplicativo, também será possível fornecer ao sistema, informações mais detalhadas e corretas sobre os pacientes, favorecendo a agilidade no atendimento. “O outro sistema não pedia o cartão SUS, que hoje é uma exigência para uma série de programas de saúde. Agora, os pacientes vão ter que portar esse cartão, além do RG. Além disso, hoje eles utilizam o cartão do ambulatório, é o mesmo para várias consultas e acabam perdendo. Estamos trabalhando para que a cada consulta marcada, o paciente receba um comprovante do agendamento, com dia, hora, nome do profissional e local, e vá diretamente ao balcão da especialidade, isto agiliza o atendimento”, avalia Veridiana.
Outra vantagem é quanto à fila eletrônica implantada pela Secretaria de Saúde. A chefe das unidades esclarece que os pacientes reclamam que entram na fila para agendar o atendimento, mas após a primeira consulta, precisam retornar novamente ao final da fila para marcar o retorno ou quando são encaminhados para outro profissional, o que atrasa o acompanhamento do paciente. “A partir do ano que vem estamos nos programando para isto. Toda pessoa atendida passará a ser paciente do ambulatório. Ou seja, ele vai para a fila para a primeira consulta, mas para o retorno, ou encaminhamento, o paciente fará o agendamento no próprio ambulatório. Agiliza o atendimento e, em longo prazo, vamos conseguir resolver o problema da fila, pois há muitos pacientes parados esperando por atendimento. Em alguns casos, por conta dessa falta de atualização do cadastro, há muitos pacientes aguardando atendimento e não é localizado. Por isso, é importante apresentar o comprovante de endereço real, mesmo que seja de outra cidade, pois não negamos nenhum atendimento”, completa Veridiana Bernardes Faria.