Altamir lembra dos fatores políticos e diz que existem medidas que precisam ser tomadas, como alterações na legislação trabalhista e previdenciária
Melhora na indústria em 2017 está relacionada a fatos internos e externos da economia do País. Assim como em vários setores, o ano de 2016 não foi bom para a indústria. Conforme levantamentos divulgados durante o ano, houve recuo em diversos índices, inclusive nas empresas que atuam no Triângulo Mineiro.
De acordo com o último relatório, Index, divulgado pela Fiemg, relacionado ao mês de outubro de 2016, o faturamento da indústria do Triângulo Mineiro recuou 36% no comparativo entre os meses de outubro de 2015 e de 2016. No acumulado de doze meses a queda no faturamento foi de 14,9%. O nível de emprego também caiu, 5,3%, levando em consideração os meses de janeiro a outubro. Para 2017, os empresários esperam melhorias, mas o avanço está relacionado a diversos fatores econômicos e também políticos.
Segundo o presidente regional da Fiemg, Altamir Rôso, os empresários devem continuar cautelosos. “Tivemos recentemente duas notícias positivas na economia, que foi a inflação que não ultrapassou o teto da meta e as taxas de juros que caíram. Mas temos que ser cautelosos”, destaca Altamir.
O presidente da Fiemg explica que a economia é vulnerável em vários fatores, como questões externas, entre elas a chegada de um novo presidente nos Estados Unidos, que numa situação de economia globalizada gera influência em outros países, como no Brasil. Além disto, Altamir lembra dos fatores políticos e diz que existem medidas que precisam ser tomadas, como alterações na legislação trabalhista e previdenciária.
“São diversos fatores que influenciam, e partir deles é que são traçados os rumos da economia. Falar que 2017 será um ano melhor do que foi 2016 ainda é cedo. Porém, vamos acreditar que será, pois já percebemos algumas medidas animadoras, como a aprovação da PEC dos Gastos”, diz.
Contudo, vale lembrar que ano de 2017 será de muitos feriados prolongados para o setor industrial, o que não é nada bom no entendimento do setor empresarial. Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, a paralisação das linhas de produção deve custar mais de R$66 bilhões para o Brasil este ano. Sobre o assunto, Altamir explica que os custos na empresa são contínuos e se ela não funciona, não há trabalho por alguns dias, o que gera prejuízo.