CIDADE

Redução no orçamento da UFTM para 2017 não resultará em cortes

Valor definido para o próximo ano é semelhante ao efetivamente executado nos exercícios de 2014 e 2015, considerando os contingenciamentos

Geórgia Santos
Publicado em 04/09/2016 às 14:23Atualizado em 16/12/2022 às 17:28
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Foto/Jairo Chagas

Reitora da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Ana Lúcia de Assis ainda não prevê cortes de gastos na instituição, mesmo com redução de verba para o ano que vem. O Ministério da Educação (MEC) comunicou que o orçamento será mais enxuto para o próximo ano, mas, por outro lado, garantiu que será liberado o que for estipulado em lei.

De acordo com Ana Lúcia, a restrição orçamentária vem acontecendo desde o fim de 2014. Para o ano de 2015 foi aprovado em lei o orçamento para custeio e investimento de R$78 milhões e, na prática, isto não se concretizou. Ao longo do ano foram liberados, de fato, pouco mais de R$44 milhões. “Desde 2015 estamos adotando medidas para diminuir os gatos e manter o funcionamento dentro do recurso liberado. Nós fizemos redução nos contratos de trabalho terceirizado, revisão de contratos de aluguéis, reduzimos também o gasto com passagens e diárias de servidores para participação em eventos e bancas, as defesas de teses e dissertação, o que passaram a ser feitas por videoconferência sem gastar com deslocamento; e ainda uma economia doméstica, de água, papel, tinta, enfim, de vários itens. Fizemos uma campanha na universidade para que todos contribuíssem”, diz.

Assim, com essa nova redução no orçamento, como anunciou o MEC, Ana Lúcia diz que dificilmente será possível cortar mais gastos. Ela diz que o que foi possível ser realizado, sem comprometer o funcionamento da instituição, já foi feito. “Então, na nossa previsão orçamentária para 2017, estamos assegurando ações essenciais para o funcionamento do ensino, da pesquisa e da extensão. Vamos conduzir o trabalho ao longo de 2017, ate onde o recurso for suficiente”, explica a reitora.

Ana Lúcia destaca que ainda não prevê cortes para o ano que vem. Na verdade, existe uma garantia verbal anunciada pelo ministro da Educação, José Mendonça Bezerra Filho, de que mesmo com o orçamento mais enxuto o que for aprovado em lei será executado. Diferente dos anos anteriores, quando o que foi aprovado, com valores maiores, mas que não foi executado. “Então, o que está sendo proposto para 2017 é algo muito próximo do que foi liberado em 2015”, destaca a reitora.

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