Precariedade na disponibilização de livros é, mais uma vez, denunciada à reportagem do Jornal da Manhã por alunos da Escola Municipal Adolfo Bezerra de Menezes, localizada no bairro Abadia.
Segundo aluna da 5ª série da modalidade de Educação para Jovens e Adultos (EJA), que preferiu não se identificar, o problema, que já havia sido revelado pelo JM em edição veiculada no início do mês de julho, não foi resolvido. “Não podemos retirar o livro da escola. Da última vez em que tentei, argumentei que eu sairia com o material só para fazer xerocópia e levaria de volta, mas nem assim”, relata. “Uma das professoras, que ficou com pena, me ajudou a pegar o tal livro, só que isso não deveria ser necessário”, reclama.
De acordo com a mulher, de 52 anos, a presença de estudantes, aos quais ela referiu-se como bagunceiros, no turno da noite, pode ter influído na decisão da escola. “Acho que o trabalho que eles fazem é muito importante e muito bom para nós, mas os que querem realmente aprender não podem ser prejudicados por uma minoria que atrapalha as aulas”, considera.
Questionado sobre a situação na instituição municipal, o secretário de Educação, José Vandir de Oliveira, afirmou que levantamento encomendado pela PMU e realizado nas 32 escolas municipais está em fase de conclusão e vai delinear a situação das bibliotecas de todas. De acordo com ele, a intenção é atualizar e completar o acervo de livros e materiais didáticos.
A direção da escola não foi encontrada para comentar o assunto, mas, na ocasião da 1ª reclamação, a diretora Maria Abadia da Cruz negou as informações e disse que os mais de dois mil livros instalados na biblioteca da escola estão disponíveis para os 1.120 alunos matriculados, sem exceção.