RISCO DE DESABAMENTO

Risco de desabamento leva Conphau a autorizar demolição de capela na Baixa

Laudo da Defesa Civil apontou comprometimento estrutural grave; Conselho recomendou preservar elementos da construção para manter memória do local

Larissa Prata
Publicado em 21/08/2026 às 07:39
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(Foto/Divulgação)

O risco de desabamento levou o Conselho do Patrimônio Histórico e Artístico de Uberaba (Conphau) a autorizar a demolição da Capela Nossa Senhora da Conceição e São José, no Distrito da Baixa. A decisão foi tomada por unanimidade durante reunião em 30 de julho e consta na ata publicada nesta quinta-feira (20) no Porta-Voz.

O pedido foi analisado no Processo nº 88/12554/2026 e estava amparado por laudo da Defesa Civil que, segundo a ata, apontou “risco muito alto de desmoronamento” e comprometimento estrutural grave da edificação. Durante a discussão, a conselheira Elaine Silva Furtado avaliou que o valor do bem está relacionado principalmente ao patrimônio imaterial. Em relação à edificação, apontou ausência de relevância arquitetônica suficiente para justificar a manutenção de uma estrutura considerada insegura.

A autorização para a demolição, entretanto, veio acompanhada de recomendação para que a memória da capela não desapareça junto com o prédio. O Conphau orientou a Fundação Cultural a avaliar medidas como a marcação, no solo, do perímetro ocupado pela antiga capela e a preservação de elementos originais da construção, de forma a manter referência histórica no local mesmo após a retirada da estrutura.

O caso está diretamente relacionado a uma das prioridades estabelecidas pelo Conselho na revisão dos imóveis protegidos em Uberaba. Conforme mostrou o JM Online no início de agosto, bens com problemas estruturais identificados pela Defesa Civil passaram a ter preferência na pauta do Conphau justamente para conciliar a preservação do patrimônio com a segurança da população. 

Segundo o levantamento apresentado pelo Conselho ao JM, entre 160 e 180 imóveis públicos e particulares deverão passar pela revisão. Os processos são avaliados individualmente e podem resultar em diferentes graus de proteção, de acordo com a relevância histórica, arquitetônica e cultural de cada bem.

A ata publicada agora não informa quando a demolição da capela deverá ser executada nem quais elementos da construção serão efetivamente preservados.

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