CIDADE

Saúde amplia atendimento com oxigênio para desafogar unidades

Número de concentradores saltou de 110 para 200, o que proporciona a possibilidade de mais pacientes continuarem tratamento em casa, desocupando leitos

Geórgia Santos
Publicado em 09/09/2014 às 20:51Atualizado em 17/12/2022 às 03:46
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Secretaria de Saúde ampliou a disponibilidade de concentradores de oxigênio aos usuários. Além dos 110 equipamentos que já existem, estão à disposição mais 90. Esta é uma alternativa para desafogar os hospitais e Unidades de Pronto-Atendimento com pacientes à espera de leito.

Segundo o secretário de Saúde, Fahim Sawan, atualmente existem nos hospitais vários pacientes internados com enfisema pulmonar, fibrose cística e até câncer, que poderiam estar em casa, mas estão ocupando leitos hospitalares porque precisam fazer o tratamento com o oxigênio. “Quando cheguei à secretaria, me deparei com um contrato determinando um limite de até 110 equipamentos, e sempre estava no limite, com quase 100% deles sendo utilizados. Por isso, ampliamos para 200, pois existem pacientes internados esperando por oxigênio. Agora, com a disponibilidade maior destes concentradores, estas pessoas poderão ter alta e continuar o tratamento em casa”, explica o secretário de Saúde.

Atualmente, muitos pacientes estão internados nas unidades esperando a liberação dos equipamentos, o que, na maioria das vezes, somente acontece com o falecimento do usuário. É bom lembrar também que a maior causa dessas doenças é o cigarro, que leva ao enfisema, e a pessoa não consegue mais respirar sem a ajuda de aparelhos. São pacientes crônicos e na maioria das vezes idosos, que, por algum motivo, os pulmões não estão mais oxigenando. “Na maioria dos casos estão acamados nos hospitais, recebendo oxigênio, quando poderiam estar no conforto de casa, com todo o tratamento necessário”, afirma Fahim Sawan.

Os equipamentos já estão disponíveis, basta que a pessoa tenha em mãos uma receita do médico declarando a necessidade do concentrador de oxigênio e que pode ter alta do hospital. O pedido deve ser feito na Farmácia de Acolhimento. Será aberto um processo e, a partir disso, será solicitada à empresa que instale o equipamento na casa do paciente.

Para ampliação, segundo Fahim, não foram necessárias alterações no contrato. “Na verdade, é só um fornecimento, a secretaria só paga para a empresa o que estiver usando, não é um contrato fixo, em que é preciso desembolsar recursos para pagar 200 equipamentos. Além disso, a empresa presta atendimento durante o uso dos concentradores, com manutenção e trocas caso algum estrague”, finaliza o secretário.

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