O objetivo é verificar quais bairros possuem concentração de focos de reprodução do mosquito transmissor da dengue e da febre chikungunya, bem como identificar o perfil dos criadouros
Foto/Arquivo/Jairo Chagas
Antônio Carlos Barbosa diz que os profissionais vão atuar em toda a cidade à procura de larvas do Aedes aegypti
Secretaria Municipal de Saúde realiza até sábado (17) o mapeamento para o 3º Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa). O objetivo é verificar quais bairros possuem concentração de focos de reprodução do mosquito transmissor da dengue e da febre chikungunya, bem como identificar o perfil dos criadouros, como caixas-d’água, lixo, vasos de plantas, entre outros locais. O trabalho começou ontem.
Conforme determinado pelo Programa Nacional de Controle da Dengue para o mapeamento do LIRAa, cada município é dividido em grupos de nove mil a 12 mil imóveis com características semelhantes. Em cada grupo, ou estrato, como também é conhecido, são pesquisados 450 imóveis. Como Uberaba é dividida em 14 estratos, serão monitorados de seis mil a 6.200 imóveis.
De acordo com o diretor do Departamento de Controle de Endemias e Zoonoses do município, Antônio Carlos Barbosa, os profissionais vão atuar em toda a cidade à procura de larvas do mosquito Aedes aegypti. “Vamos percorrer bairro a bairro, em toda a cidade, com os 200 agentes de saúde, à captura de larvas. Elas serão encaminhadas ao nosso laboratório para identificar se são de Aedes aegypti ou de Culex quinquefaciatus, que é o pernilongo comum. Assim, teremos o índice da cidade inteira”, explica.
O diretor destaca que há uma preocupação nacional com a possibilidade de uma nova epidemia de dengue e, nem mesmo a escassez de chuva em Uberaba fará o município reduzir esforços de prevenção, já que a situação não irá determinar um índice menor. “Com a falta de água, as pessoas passaram a armazenar água em tambores ou caixas-d’água, e pode acontecer de encontrarmos focos nestes depósitos. Por isso, o LIRAa é uma ferramenta que serve justamente para fazer esse tipo de levantamento e para direcionar nossas ações de combate e onde precisamos atuar com mais força, com mutirões, pit stops e mobilizando a sociedade para evitar que a população sofra com uma nova epidemia”, alerta Antônio Carlos.
Ainda conforme o diretor, uma parceria formada entre Zoonoses e equipes de PSF vai reforçar o trabalho de prevenção da dengue após o levantamento, conforme o índice de cada bairro, através de ações de busca ativa. No LIRAa, que é realizado três vezes ao ano, nos meses de janeiro, março e outubro, os bairros que apresentam índices de infestação predial inferiores a 1% estão em condições satisfatórias; de 1% a 3,9% estão em situação de alerta, e superiores a 4% estão com risco de surto de dengue.