A realização de mutirões com instituições públicas e privadas garantiu o resultado, mas em algumas especialidades ainda existe grande dificuldade de reduzir a fila
Nos primeiros seis meses deste ano, segundo levantamento da Secretaria Municipal de Saúde, já foram realizados mais de 53 mil procedimentos que estavam acumulados no sistema da fila eletrônica. Isso representa uma média de 8.830 procedimentos por mês, ou seja, 295 procedimentos por dia. O secretário Fahim Sawan afirma que os números só foram possíveis graças a parcerias com instituições públicas e privadas para a realização de mutirões de exames e procedimentos no município.
Ainda de acordo com o relatório, há quinze dias foram chamadas 340 pessoas que aguardavam na fila para realizar consultas nas áreas de oftalmologia, ortopedia e cirurgias de hérnia no Hospital de Clínicas da UFTM. Equipe formada por mais de 15 médicos foi destinada para atender as demandas. Em maio, parceria com o Sesc-MG realizou 360 exames sendo 120 de mamografia e 240 de ultrassom em Uberaba.
Segundo Sawan, o Hospital da Beneficência Portuguesa, que será apoio para as Unidades de Pronto Atendimento, vai atender quase integralmente pelo SUS e ajudará, inicialmente, na realização de mutirões de cirurgia de hérnia e varizes. A previsão é de que o hospital comece a funcionar dentro de duas semanas. A Secretaria ainda está fechando parceria com a faculdade de Medicina da Unipac de Araguari, que atuará em conjunto com o hospital.
O secretário explica que a falta de especialistas e equipamentos está entre os principais fatores que motivaram o acúmulo de pacientes à espera de um exame ou procedimento na fila eletrônica em Uberaba. “Temos dois equipamentos de ultrassom, que é um dos exames mais demandados, mas o que a Prefeitura paga hoje como salário para um ultrassonografista dificulta a contratação para a rede. Temos demanda por neurologistas, psiquiatras e reumatologistas, mas não temos o suficiente para atender os pacientes. Fizemos convênio com gastroenterologista que atenderá pacientes portadores de hepatites A, B e C no Ambulatório Maria da Glória. Foi o que fizemos com diabetes e cardiologia, e vamos agora fazer com a neurologia. Essas parcerias é que estão nos ajudando”, ressalta.
Para o coordenador da fila eletrônica, Eurípedes Leitão, o maior problema enfrentado pela equipe para agilizar o atendimento hoje é que muitas pessoas não comparecem ao serem chamadas. “Temos uma grande dificuldade na fila, a cada 100 pacientes que chamamos, cerca de 30 não comparecem. Assim deixamos de atender outro paciente que também precisa. Quando a pessoa não vai, é importante avisar a unidade para que possamos atender outras pessoas”, afirma.