
É esperada para o início de dezembro a chegada dos primeiros lotes das vacinas bivalentes contra a Covid-19 no Brasil, apontadas pelo Ministério da Saúde como principal reforço contra casos graves e óbitos do coronavírus. Em Uberaba, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) aguarda apenas a entrada das remessas para poder intensificar a vacinação na cidade.
A previsão de chegada é da fabricante Pfizer, que tem acordo assinado com o Ministério para a entrega de todas as vacinas disponíveis e aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Atualmente, são dois tipos de imunizantes aprovados: bivalente BA.1, que protege contra a cepa original e também contra a subvariante ômicron BA.1; e bivalente BA.4/BA.5, que protege contra a cepa original e também contra as subvariantes ômicron BA.4/BA.5.
Em entrevista à Rádio JM, nesta sexta-feira (2), a Responsável Técnica da Central de Vacinas, Priscilla Amaral, informou que o quantitativo da primeira entrega deve ser próximo de 10 milhões de doses. Ela explicou que a bivalente se assemelha às vacinas da Influenza, que precisam de mudanças anuais.
"A vacinação da Influenza é uma que todo ano modifica, porque troca a cepa, vem a cepa atualizada e vamos modificando. Essa agora, a bivalente, é no mesmo sentido, é só uma troca. Além do que a gente já tem do vírus, a forma comum do coronavírus, a gente também tem a variante e subvariantes da ômicron, por isso a bivalente se faz necessária", esclarece Priscilla.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pontua que completar o esquema vacinal é a prioridade para garantir a defesa do corpo. “Mais de 77 milhões de pessoas deixaram de comparecer aos postos de vacinação para receber a primeira dose de reforço. Estudos mostram que a estratégia de reforçar o calendário vacinal aumenta em mais de cinco vezes a proteção contra casos graves e óbitos pela Covid-19”, ressalta.
A pasta reforça que todas as doses disponíveis neste momento nas salas de vacinação de todo Brasil são eficazes contra a doença e protegem contra casos graves e óbitos.
Em recente entrevista ao JM News 1ª Edição, a infectologista Danielle Borges Maciel comentou sobre a necessidade de utilizar vacinas atualizadas para encarar as modificações do vírus. “Não é só o uso de máscara que vai proteger da Covid. Primeiramente, precisamos lembrar da imunização. A vacina que nós temos no Brasil hoje não protege da ômicron, mas ela protege de casos graves que são causados pelo Covid. É preciso manter a vacinação em dia para proteger de casos graves”, alerta.