CIDADE

Saúde suspende fornecimento de leite a criança alérgica a lactose

Mãe enfrenta problema para receber latas de leite especial para a filha, mesmo depois de cumprir todos os trâmites do processo administrativo

Geórgia Santos
Publicado em 26/09/2014 às 01:16Atualizado em 17/12/2022 às 03:30
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Mãe enfrenta problema para receber latas de leite especial para a sua filha, mesmo depois de cumprir todos os trâmites do processo administrativo. Desde os nove meses de idade, a filha da comerciante Patrícia Baracho, hoje com dois anos e três meses, recebe da Secretaria de Saúde, por meio da Farmácia de Acolhimento, 12 latas de leite por mês, devido à sua alergia a lactose. Entretanto, nos últimos meses o produto, que nas farmácias custa em média R$280, não está sendo entregue pela Secretaria Municipal de Saúde.

Patrícia recebe por mês 12 latas de leite Alfaré, de 400g. Desde o início, a entrega acontecia de forma correta, sem atrasos, na quantidade que foi determinada pelo médico no processo. Porém, há alguns meses começaram a surgir os problemas. Em julho repassaram a ela apenas seis latas, nos meses de agosto e setembro voltou para casa com a bolsa vazia, pois não entregaram nenhuma lata de leite. “Estive na farmácia na última terça-feira (23) e, mais uma vez, não me entregaram o leite. Perguntei o motivo, e as atendentes disseram que o médico responsável pela liberação e compra deste produto havia sido exonerado. Como ainda não foi contratado outro para seu lugar, o estoque estava vazio”, explica.

Patrícia ficou indignada com essa justificativa, porque a filha, que ainda é um bebê e precisa da proteína de um leite, não pode depender da contratação de um profissional. “As latas de leite são caras, não tenho condições de comprar, estou na última lata. Está quase acabando e não sei o que fazer”, afirma Patrícia. Ela ressalta que o leite só não faltou antes porque tinha algum estoque. Todos os meses sempre sobra um pouco, e desta forma foi possível dar de mamar à filha. E o gasto é alto, uma lata de leite é o suficiente apenas para três dias. Em média ela gasta três latas por semana.

Com a filha mais nova, de apenas oito meses, a comerciante também já está enfrentando problema. Assim como a irmã, também possui alergia a lactose, e precisa de um leite especial. “Conseguimos adaptá-la com leite mais barato, R$50 a lata, isso se compararmos com a mais velha, mas em relação aos que existem no mercado, que toda criança toma, ele continua sendo caro. Já entrei com o processo, mas a conclusão demora meses, são 90 dias para me dar o resultado, enquanto isso tenho que gastar, isso deveria ser mais ágil”, afirma a comerciante.

De acordo com informações encaminhadas pela assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde, a mãe da paciente retirou o leite algumas vezes, porém solicitou a substituição do Alfaré por Aptamil, sem lactose, ou Nan sem lactose, portanto é preciso uma nova avaliação nutricional e, posteriormente, novo deferimento do processo para depois solicitarmos a compra do material. A Secretaria de Saúde espera regularizar os processos administrativos no prazo máximo de 30 dias.

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