Atividades da campanha “Oportunidade é o que eu realmente preciso”, que visa a resgatar a cidadania e a dignidade das pessoas em situação de rua, continuam. Nos últimos dias, a secretária de desenvolvimento social, Angela Dib, realizou reunião com diversos setores para difundir a campanha, cuja intenção é pedir a população para evitar dar esmolas. Nesta semana, as atividades continuam, com blitze educativas a visitas.
Segundo Ângela, logo após o lançamento da campanha, em que ela viveu por algumas horas a vida de um andarilho, as atividades continuaram com trabalhos intersetoriais e por isso estão sendo realizadas reuniões com todos os segmentos. “Comecei com a segurança pública, estive com os policiais do 4°BPM para repassar a minha experiência, bem como a demonstração de todo o fluxo de atendimento e serviços. Nós nos reunimos também com as entidades religiosas. Estive com o arcebispo Dom Paulo Mendes Peixoto e ele se dispôs a trabalhar nessa campanha, repassar as paróquias para que orientem os fiéis. Entrei em contato com um grupo espírita, que já desenvolve um trabalho com moradores de rua, para que também se unam à nossa campanha. As próximas reuniões serão feitas com o setor comercial, por meio da CDL e da Aciu”, explica a secretária.
Além de visitas, seguem atividades de rua com a equipe de abordagem distribuindo panfletos em blitze educativas que informam sobre os serviços disponíveis, inclusive com telefone para contato, a fim de atender a comunidade e fazer o resgate de moradores em situação de rua. “Enfim, são ações continuadas que estamos realizando, bem como a colocação de placas orientativas nos semáforos, com a mensagem de que a inclusão resgata quem está na rua e por isso não dê esmola”, esclarece Ângela.
Diante dos trabalhos já realizados, de acordo com a secretária, a campanha está surtindo efeito, as pessoas estão acionando mais a abordagem social e pedindo ajuda. “Mas todos precisam se conscientizar de que esse não é um trabalho apenas da assistência social, a população deve se envolver, e a melhor forma de fazer isso é não dar a esmola. Dessa forma, aquele pedinte deixará de frequentar o local, pois ali não está conseguindo o que quer”, finaliza.