CIDADE

Sem racionar água, cidade está no limite das fontes de captação

Equipe da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) prosseguiram, ontem (10), com o trabalho de vistoria dos 29 pontos de captação

Thassiana Macedo
Publicado em 11/09/2014 às 20:17Atualizado em 17/12/2022 às 03:44
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Equipe da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) prosseguiram, nesta quarta-feira (10), com o trabalho de vistoria dos 29 pontos de captação de água instalados por usuários particulares dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) do rio Uberaba. A fiscalização, que começou na segunda-feira, é resultado de denúncia proposta pelo Codau ao Ministério Público Estadual (MPE) após constatação de que a vazão na Estação de Captação está oscilando. Mesmo assim, o Codau ainda descarta racionamento de água no município.

De acordo com o coordenador da equipe da Diretoria de Fiscalização de Recursos Hídricos, Atmosféricos e do Solo (DFHAS), Luiz de Freitas Júnior, a ação é em nível administrativo e visa verificar se todas as propriedades rurais apontadas pelo Codau têm autorização para retirar água da APA ou manter atividades de mineração. Relatório será entregue à Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente das Bacias dos Rios Paranaíba e Baixo Rio Grande e nos casos ilegais serão emitidas autuações e multas a partir de R$ 100 mil.

Segundo o presidente do Codau, Luiz Guaritá Neto, a expectativa é de que a ação identifique o motivo da queda na vazão do rio. “O sistema de transposição da bacia do rio Claro está com as três bombas ligadas, transpondo 560 litros por segundo e a vazão do rio Uberaba continua diminuindo”, alerta.

Enquanto o Departamento Municipal de Água e Esgoto de Uberlândia já faz distribuição racionada de água à população, a autarquia descarta a possibilidade de racionamento em Uberaba, mas informa que se o rio passar a não abastecer a demanda, o município vai decretar Estado de Emergência de Desabastecimento, o que permitirá fiscalização com o objetivo de constatar o desperdício da água distribuída, por exemplo. “Uberlândia já comunicou o racionamento e multas pesadas para quem desperdiçar água. Em Uberaba, ainda não há necessidade, mas todas as nossas fontes de captação estão no limite máximo. Não temos mais onde buscar nenhum tipo de recurso e a prioridade é o consumo humano”, frisa.

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