Na noite de ontem, audiências foram realizadas entre sindicatos e as superintendências em todo o Brasil e até o fechamento desta edição nenhuma decisão havia sido tomada
Foto/Neto Talmeli
Sandra Rafacho, diretora do Sindicato dos Previdenciários de Minas Gerais, diz que ainda não é possível estipular o dia para a volta ao trabalho
Em razão da falta de solução para questões práticas do governo federal em relação ao acordo firmado com servidores do Instituto Nacional de Previdência Social (INSS) na semana passada, a categoria não volta a trabalhar hoje, conforme havia sido anunciado. É o que garante a diretora do Sindicato dos Previdenciários de Minas Gerais (Sintsprev-MG), Sandra Rafacho.
Na noite de ontem, audiências foram realizadas entre sindicatos e as superintendências do INSS em todo o Brasil e até o fechamento desta edição nenhuma decisão havia sido tomada para a garantia da volta ao trabalho.
Vale lembrar que, após 80 dias de greve, a decisão de suspender a paralisação foi tomada na última sexta-feira (25), depois que a categoria aceitou a última proposta apresentada pelo governo federal. Na ocasião, boa parte da pauta de reivindicação dos servidores foi atendida pelo governo, como a incorporação da gratificação de desempenho GDAE de 2016 a 2019, recuperação da inflação dividida em dois anos, manutenção dos concursos públicos, aumento do vale-alimentação e do auxílio-creche e devolução dos descontos feitos por causa dos dias parados.
Porém, mesmo após o anúncio de suspensão da paralisação, os servidores permaneceram em estado de greve até que reivindicações pertinentes à melhoria das condições de trabalho fossem atendidas. Uma comissão gestora dentro de cada local de trabalho vai discutir as melhorias de trabalho oferecidas aos servidores em atendimento à sociedade. A comissão, formada por representantes da direção das agências e por servidores, terá o prazo de 12 meses para realizar as mudanças.