Levantamento divulgado pelo órgão de defesa foi feito entre os dias 1º de janeiro e 15 de setembro deste ano. Neste período foram realizados 8.417 atendimentos e 682 reclamações
Procon divulgou balanço parcial de atendimentos e processos instaurados neste ano. Mais uma vez o setor financeiro assume o topo da lista de atendimentos. Por outro lado, em relação às reclamações, os processos instaurados no setor de produtos estão na dianteira, isso por conta da dificuldade de contato com os fornecedores para negociação antes de abrir um processo.
O levantamento divulgado pelo órgão de defesa do consumidor foi feito entre os dias 1º de janeiro e 15 de setembro deste ano. Neste período foram realizados 8.417 atendimentos e 682 reclamações. A maioria dos consumidores que procuraram o órgão possui problemas no setor financeiro (31,46%); em segundo, os serviços essenciais, como energia e telefonia (24,20%); logo em seguida, produtos (21,11%); serviços privados (17,83%); os atendimentos relacionados à habitação e saúde possuem a mesma quantidade (2,48%), e, para fechar, alimentos, 0,43%.
Já no gráfico de reclamações, que são os processos instaurados, existem algumas mudanças sobre o ranking. O setor de produtos está em primeiro lugar, com 47,36% das reclamações; em segundo, serviços privados, com 18,91%; serviços essenciais vêm logo em seguida, com 13,34%; em quarto lugar, assuntos financeiros, sendo 11,88% dos processos gerados; alimentos possuem 4,40% e, por fim, habitação, com apenas 0,88% das reclamações.
De acordo com a chefe da Seção de Atendimento do Procon Uberaba, Elizabeth Beatriz Freitas, o setor financeiro assume o topo da lista de atendimentos há algum tempo, está relacionado a contratos consignados, empréstimos pessoais, financiamentos de veículos e cartões de créditos. Já no ranking de processo o cenário muda e o maior número de demandas está relacionado a produto. “Isso acontece porque as instituições financeiras normalmente disponibilizam atendimento exclusivo ao Procon com relação a problemas como negociação de dívidas, que têm como resolver com apenas um telefonema. No setor de produtos isso não é possível, os fabricantes não possuem atendimento direcionado aos órgãos de defesa do consumidor, o único telefone de contato são os SACs, que na maioria dos casos a pessoa já ligou diversas vezes, então o problema não é resolvido e fazemos a notificação direta”, explica Elizabeth.
Ainda conforme os dados do Procon, esse ano foi possível verificar um aumento nas reclamações feitas ao órgão, sendo que no mesmo período em 2013 foram 8.304, entre atendimentos preliminares e processos administrativos, já este ano foram 9.099. Entretanto, as reclamações continuam as mesmas, o setor financeiro é o que mais gerou atendimento e o setor de produtos, mais processos administrativos. “O aumento na quantidade de pessoas procurando o Procon mostra que o consumidor está cada vez mais consciente e exigente sobre seus direitos”, finaliza.