Setores que têm qualquer tipo de ligação com moradores de rua relacionaram medidas a serem adotadas para o resgate destas pessoas
Setores que têm qualquer tipo de ligação com moradores de rua relacionaram medidas a serem adotadas para o resgate destas pessoas. O encontro aconteceu ontem e estiveram presentes comerciantes, agentes da segurança pública e a sociedade em geral. Todos foram unânimes ao dizer que a melhor forma de ajudar os moradores de rua é não dar esmolas. Neste sentido, a partir de semana que vem começa uma campanha com propagandas na televisão e blitze educativas, pedindo para que as pessoas não deem esmolas.
Segundo a secretária de Desenvolvimento Social, Ângela Dib, o evento foi proveitoso, uma oportunidade para discussão, debates e troca de ideias. Todos focados na intenção de resgatar da melhor forma essas pessoas que estão em situação de rua. Para que isso aconteça, os envolvidos concordaram que a melhor forma é não dar esmolas, e não é apenas dinheiro, é preciso que as pessoas também não deem comida, cobertor, roupas, enfim, objetos que façam com que permaneçam nas ruas.
“O nosso papel é fazer com que a sociedade se conscientize disso e trazer a responsabilidade para todos os parceiros, dividir as funções, pois não é apenas a Secretaria de Desenvolvimento Social que deve ajudar os moradores de rua. É preciso fazer um trabalho efetivo, intersetorial entre os demais, pois esta é uma ação de política pública e que envolve vários setores, não apenas a assistência social”, explica a secretária Ângela Dib.
Ainda durante o evento houve o lançamento da campanha para orientar as pessoas de que não se deve dar esmolas. O slogan escolhido é “Oportunidade é o que eu realmente preciso”. A equipe da secretaria vai para as ruas a partir da próxima segunda-feira (22), com blitze educativas, conscientizar a população, mostrando todos os serviços oferecidos e divulgando o número para contato da Abordagem Social, estimulando as pessoas que liguem, e uma equipe especializada oferecerá a devida assistência ao morador de rua. “As atividades começam pelo centro da cidade, nos cruzamentos onde é possível ver número maior de pedintes, depois serão espalhadas para os bairros”, afirma.
Vale ressaltar que as reuniões entre os setores envolvidos continuam, provavelmente, a cada três meses. O assunto também será levado até os grupos específicos, como, por exemplo, os comerciantes – com os quais está programada reunião –, que, apesar de se sentir incomodados com os moradores de rua, também precisam saber a melhor forma de agir.