Mais de 60 trabalhadores da rede estadual de ensino participam de reunião no Sind-UTE para discutir os resultados da votação no Supremo Tribunal Federal que declarou a inconstitucionalidade da Lei Complementar 100. A lei aprovada em 2007 efetivou milhares de servidores públicos em Minas Gerais, e aqueles que não se aposentaram neste período terão de deixar o cargo por não serem concursados. Em Uberaba, muitos profissionais se encontram nesta situação e irão participar amanhã (3) de manifestação, em Belo Horizonte, cobrando posicionamento do governo.
Segundo a coordenadora do sindicato, Maria Helena Gabriel, a quantidade de profissionais que contaram com a LC 100 para se efetivar em Uberaba é bem maior do que o número de pessoas que compareceram à reunião. “Mas ficamos satisfeitos, a casa estava lotada, e isso mostra a indignação dos trabalhadores. Cada um tem uma forma de pensar e vamos todos juntos para uma paralisação na rede, na próxima quinta-feira, quando sairá de Uberaba uma caravana rumo à capital mineira. Todos estão se sentindo enganados, o governo disse por sete anos que tudo estava tranquilo, o que não era verdade, o risco de o Supremo declarar a inconstitucionalidade sempre existiu e nós avisamos”, afirma.
Durante a reunião, realizada na sede do Sind-UTE em Uberaba, muitos trabalhadores já garantiram presença nesta paralisação, pois não aceitam essa reunião. Segundo a sindicalista, provavelmente esta será uma das maiores manifestações da categoria, pois serão demitidos 98 mil profissionais, e agora é hora de lutar. “Vamos fazer o bota-fora do governador Antonio Anastasia, que, antes de sair, precisa dar solução a este impasse. Espero que ele não saia para fazer política deixando os professores na mão, pois nós também somos eleitores”, diz.