Presidente do sindicato afirma que denúncias envolvem unidades de educação infantil e seguem em análise
Os casos envolvem profissionais de unidades de educação infantil e foram encaminhados aos órgãos responsáveis pela apuração (Foto/Ilustrativa)
O Sindicato dos Educadores Municipais de Uberaba (Sindemu) formalizou duas denúncias de possível assédio moral na rede municipal de ensino em 2026, segundo a presidente da entidade, Thaís Villa. Os casos envolvem profissionais de unidades de educação infantil e foram encaminhados aos órgãos responsáveis pela apuração.
De acordo com Thaís, uma das denúncias foi apresentada pelo sindicato à Ouvidoria do Município, após uma professora de um CEMEI procurar a entidade para relatar uma situação envolvendo a gestão da unidade. Segundo a presidente, foram reunidos elementos antes da formalização do caso.
O segundo episódio também envolve um CEMEI e já havia sido divulgado anteriormente. Conforme o relato do sindicato, a diretora da unidade foi afastada durante a apuração das denúncias pela Corregedoria do Município.
Thaís ressalta que o afastamento ocorre no decorrer da investigação e que a servidora tem direito à ampla defesa e ao contraditório. Segundo a presidente do Sindemu, os procedimentos têm como objetivo permitir que os fatos relatados pelos profissionais sejam analisados pelos órgãos competentes.
A entidade afirma que atua no auxílio aos servidores que procuram o sindicato e, quando entende que há elementos suficientes, pode acompanhar a formalização das denúncias junto aos canais oficiais.
Thaís destaca, porém, que o sindicato não considera que toda situação de conflito, cobrança ou desentendimento no ambiente de trabalho configure assédio moral. “O assédio moral é algo muito complexo, porque, como você comprova?”, questiona.
Segundo ela, justamente por envolver situações que podem ocorrer de maneira isolada ou sem testemunhas, a reunião de elementos é importante para que uma denúncia possa ser analisada. Embora receba relatos de profissionais que se sentem constrangidos ou perseguidos no ambiente de trabalho, o Sindemu afirma que nem todos os casos chegam a ser formalizados.
Segundo Thaís, alguns servidores deixam de levar a situação adiante por dificuldade de reunir provas ou por receio de possíveis consequências dentro do próprio ambiente de trabalho.
A orientação da entidade é que os profissionais procurem registrar episódios recorrentes e, quando possível, identifiquem pessoas que tenham presenciado as situações. “É necessário que a gente consiga testemunhas também”, afirma.
De acordo com a presidente, quando o servidor chega ao sindicato acompanhado de testemunhas e outros elementos, a entidade consegue auxiliar na organização das informações e na formalização da denúncia. O Sindemu orienta que situações consideradas possíveis casos de assédio sejam inicialmente levadas aos canais oficiais da Prefeitura, como a Ouvidoria Municipal.
Segundo Thaís, quando o servidor não consegue uma solução ou entende que a situação não foi adequadamente analisada, o sindicato também orienta sobre a possibilidade de procurar o Ministério Público.
A entidade afirma que o objetivo é garantir que os relatos sejam formalizados e possam ser analisados pelos órgãos responsáveis, em vez de permanecerem apenas como reclamações internas. No caso que resultou no afastamento de uma diretora de CEMEI, Thaís reforça que a medida ocorre enquanto os fatos são apurados.
A presidente do sindicato destaca que o afastamento durante uma investigação não representa, por si só, uma conclusão sobre a existência de assédio moral ou sobre a responsabilidade da servidora.
A apuração deverá considerar os elementos apresentados e assegurar o direito de defesa e ao contraditório. O Sindemu afirma que continuará acompanhando os dois casos e prestando orientação aos profissionais envolvidos.