Em acordo com o movimento que abrange todo o país, o Sindicato dos Bancários de Uberaba e Região (SindBan) realiza paralisação nesta quarta-feira (24), das 8h às 12h, em todas as agências do banco Bradesco, em Uberaba. O objetivo, segundo os dirigentes sindicais, é mostrar o descaso dos bancos com os funcionários, além de informar os trabalhadores e clientes sobre o andamento das negociações da Campanha Salarial deste ano com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
“Projeções do Banco Central apontam uma inflação de 8,95%, enquanto os bancos querem conceder reajuste de 5,82%. Vamos arcar com uma perda real de 2,9%”, contabiliza o presidente do Sindicato dos Bancários de Uberaba e Região, Diego Augusto Santos Bunazar.
De acordo com Bunazar, mesmo após 13 rodadas de negociação, os bancos ainda não apresentaram proposta de índice para correção dos salários e da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). “Além de outras pautas, como em relação às reivindicações a respeito da ajuda de custos com o teletrabalho e do combate ao assédio sexual no setor”, pontua. Quanto ao ticket alimentação, a proposta dos bancos foi de 8,8% de reajuste, o que está longe da realidade inflacionária de alimentos, que está no patamar hoje de 15,73%.
O presidente do SindBan afirma que “os bancos têm ganhos bilionários, o que comprova o desrespeito com o trabalhador”, o que reitera a necessidade das paralisações. Segundo Bunazar, os cinco maiores bancos do país obtiveram juntos um lucro de R$ 56,5 bilhões nos seis primeiros meses de 2022, valor 14,4% superior em relação ao mesmo período do ano passado, com rentabilidade de 18% em 12 meses.
Durante a paralisação ocorrerá a distribuição de material tanto para os trabalhadores e trabalhadoras das instituições financeiras, quanto para a comunidade uberabense para mostrar o descaso e desrespeito dos banqueiros. “Precisamos da população do nosso lado, para que possamos atendê-los da melhor maneira possível. Com a desvalorização e desrespeito, acumulamos tarefas e sem remuneração digna, o que comprometem nossa saúde e consequentemente o atendimento ao povo. E é justamente isto que não queremos”, conclui o líder sindical.