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Jasminor Francisco Costa, presidente do sindicato dos funcionários do Codau, diz que existe grande possibilidade de ser deflagrada greve
O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Purificação de Água e Esgoto de Uberaba (Sindae) contesta o reajuste proposto pelo Codau e pede, no mínimo, 11% de aumento para os trabalhadores.
De acordo com o presidente da entidade, Jasminor Francisco Costa, na segunda-feira (16) a categoria irá se reunir em assembleia para definir sobre a deflagração de greve. “Estávamos negociando o retorno das 30 horas trabalhadas, porque hoje os trabalhadores cumprem oito horas dentro da empresa e na parte da tarde não desempenham o serviço que era para ser feito. Só que a diretoria não quer essas 30 horas e sim impor 36 horas, sendo que o nosso plano de carreira é de 30 ou 40 horas. Não aceitaremos ser feitos de bobos”, garante. No entanto, o sindicalista afirma que a possibilidade de greve é grande, já que a autarquia não quer ceder. “Todos os funcionários vão se reunir e estamos abertos às negociações”, afirma.
O presidente do Sindae destaca ainda que, caso seja deflagrada a greve, vários serviços serão prejudicados na autarquia. “Serviços de rua e leitura ficarão parados. A lei diz que pelo menos 30% dos trabalhadores devem continuar em suas atividades e vamos definir quem continuará trabalhando. Nós ficamos tristes com esse caos, porque o Codau tem como repassar esse aumento, mas não quer”, pondera.
Direção diz que a proposta de aumento no tíquete-alimentação já foi aceita
O Codau já passou pela fase de negociação de reajuste salarial com o sindicato da categoria, afirma nota encaminhada à redação. “Diante da grave crise econômica do país, que tem reflexos diretos no orçamento do município, não foi possível atender à reivindicação de reajuste de 11%”, destaca o documento. A contraproposta de reajuste no tíquete-alimentação foi aceita nos mesmos patamares concedidos para os servidores da PMU. “Infelizmente, diante das condições financeiras do município, não pudemos oferecer além desse benefício para o servidor”, citou Luiz Guaritá Neto, presidente do Codau. O dirigente lembra que o momento atual do país exige cautela. “Garantir salário em dia e o emprego neste momento é fundamental, por isso adotamos um posicionamento de muita clareza para enfrentar esses desafios”, afirma.
A única possibilidade apresentada aos servidores do Codau é a redução na carga horária de 40 para 36 horas, ressalta a nota, acrescentando que “ficou acertado em abril com o Sindae que esse assunto seria analisado tecnicamente, em conjunto com servidores, e a direção argumentou que seria necessário um período de 90 dias para uma posição sobre esta questão”. “Essa fase ainda não terminou e deixamos claro desde o início para o sindicato que a proposta poderia avançar somente se não houvesse prejuízos financeiros para a autarquia”, ressaltou Guaritá. Ele completou esclarecendo que a inadimplência do Codau no último mês chegou à casa dos 40%. ‘E a sociedade não suporta um novo reajuste da tarifa, caso prevaleça a proposta do sindicato’, finalizou.