Chapas de oposição reagem às alegações da atual diretoria e mantêm questionamentos em relação à eleição do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Uberaba. A eleição da nova diretoria do sindicato foi realizada nos dias 24, 25 e 26 de junho e, durante a apuração dos votos, assim que foi concluída a votação, houve discussão entre os membros das três chapas que estão na disputa. Os representantes das chapas 1 e 2 questionam o resultado e alegam que o ato foi antidemocrático, repleto de ilegalidades e fraudes.
De acordo com o presidente da chapa 3, Augusto Dias da Silva, o processo eleitoral foi marcado por diversos erros, desde o início houve situações duvidosas que favoreciam a eleição da chapa 1. “O processo começou tumultuado desde a publicação do edital; primeiro questionamos o atraso no início do processo, que sempre era realizado no mês de maio, acredito que a demora foi para favorecer o grupo. Questionamos também o motivo de a eleição ser realizada em três dias, pois sempre se deu em um dia só, o que evita fraude”, explica Augusto.
Com a demora na publicação do edital, segundo Augusto, o tempo de campanha foi muito curto, menos de 30 dias para conquistar o eleitor. Durante os três dias de votação, as situações suspeitas continuaram a acontecer. De acordo com ele, alguns associados, quando foram votar, se surpreenderam, pois o nome não estava na lista, portanto, não puderam escolher a chapa que vai representar os trabalhadores nos próximos quatro anos.
Outro questionamento é sobre a atuação dos fiscais. Os membros das chapas em questão afirmam que em vários momentos o grupo da chapa 1 impediu os mesmos de conferir as cédulas e assinaturas dos mesários. Questionam também sobre a sala em que eram depositadas as urnas. “Ao final pedimos uma nova fiscalização e nos negaram, pois suspeitamos que integrantes das chapa 1 tinham acesso à sala das urnas por um armário instalado em uma sala ao lado, acreditamos que era possível passar de um local para outro, pois não permitiram que analisássemos esse armário”, diz.
O representante da chapa 2, Valdemar Francisco, revela que durante o processo de eleição pediram para que as urnas fossem depositadas em cofres de empresas de transporte de valores, o que foi negado. “Estamos aqui pelo bem da classe, para que seja feita justiça, pois as eleições foram realizadas para favorecer somente a chapa 1, que trouxe pessoas de Belo Horizonte para fazer a eleição. Quem perde com essa situação não são os integrantes das chapas, quem vai perder é a classe, pois uma diretoria que é eleita de forma ilegal não tem condições de realizar um trabalho de qualidade para os trabalhadores”, afirma.
Diante desta situação, ontem mesmo os integrantes das duas chapas protocolaram ação para impugnar o resultado da eleição.