CIDADE

Sindicato Rural comemora nova lei contra furto de gado

Romeu Borges destaca aplicação de penas severas previstas na nova lei para que sirvam de exemplo

Geórgia Santos
Publicado em 15/08/2016 às 07:40Atualizado em 16/12/2022 às 17:44
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Para Romeu Borges, é importante que delegados e juízes apliquem as penas severas previstas na nova lei para que sirvam de exemplo

Nos últimos anos, vem aumentado significativamente o número de furtos de gado em propriedades rurais. Uma situação que preocupa bastante o produtor. De acordo com o presidente do Sindicato Rural, Romeu Borges Araújo Júnior, somente será possível reduzir as ocorrências através de uma ação conjunta e incisiva entre os órgãos de defesa do consumidor e de segurança. Outra medida que também deve colaborar para reduzir a quantidade de furtos é a Lei nº 13.330/2016, aprovada recentemente e já sancionada.

“O grande problema do roubo não é apenas o prejuízo econômico, é também a sensação de insegurança no campo. A Polícia Militar sozinha não consegue resolver esse problema, por isso é preciso envolver outros órgãos, como a Polícia Civil, na investigação, e a Vigilância Sanitária, na vistoria dos estabelecimentos. O produtor rural também pode ajudar, evitando deixar animais em ponto de abate em pastos que margeiam as estradas”, explica.

Romeu Borges acrescenta que a Lei nº 13.330 prevê penas mais graves para o crime de furto e abate clandestino de animais, amplia as penas mínimas e máximas, além de fazer com que toda a cadeia do crime seja punida, desde quem rouba até quem oculta, transporta e comercializa carne irregular. Vale lembrar que também há multa, que varia de R$500 a R$1 mil por dia, para aqueles que transportam, armazenam em depósito ou vendem animais, mesmo que abatidos, de procedência ilícita.

“No Brasil, uma pena de até quatro anos será reclusão, e não prisão. Agora, a pena aumentou para até cinco anos e, de fato, aqueles que cometerem o crime poderão estar presos, encarcerados. Então, é importante que os criminosos percebam isso e que os delegados e juízes apliquem penas severas, para que sirvam de exemplo”, esclarece o presidente do sindicato.

Romeu destaca, ainda, que na maioria das vezes, quando a Polícia consegue capturar o ladrão, ele vai para a delegacia, responde algumas perguntas do delegado e depois aguarda o julgamento do processo em liberdade. “Por isso, acredito que a fiança deveria ser mais severa, independente da condição financeira do indivíduo, pois, se isso acontecer, vai desarticular o crime organizado”, finaliza Romeu.

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