CIDADE

Sindomoto quer lei para regularizar a abertura de centrais de mototáxis

Sindicato dos Mototaxistas de Uberaba reivindica a criação de lei que regularize a abertura de centrais de mototáxis na cidade

Letícia Morais
Publicado em 11/09/2016 às 10:20Atualizado em 16/12/2022 às 17:23
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Jairo Chagas

Nivaldo Pereira alerta que, além das centrais irregulares, muitos mototaxistas têm atuado na área sem carteira de Habilitação

Sindicato dos Mototaxistas de Uberaba (Sindomoto) reivindica a criação de lei que regularize a abertura de centrais de mototáxis na cidade. O presidente do sindicato, Nivaldo Pereira, afirma que Uberaba possui em torno de 50 centrais e que mais de 50% delas estão irregulares. “E quase 90% dessas centrais funcionam de forma precária”, garantiu.

Para Pereira, a precariedade das centrais e a falta de humanismo com os profissionais são fatores que prejudicam a categoria. “Às vezes, as centrais não têm nem empresa aberta e seguem explorando os nossos colegas. Tem mototaxista que trabalha 24h e tem central que cobra até R$49 por uma diária. É uma prática absurda e degradante ao nosso profissional”, frisou.

Outro ponto lembrado pelo sindicalista é que muitos que têm atuado na área não possuem carteira de habilitação. “Colocam motorista que não está preparado para atender e prestam um péssimo serviço para o cliente. É para ele [cliente] que nós temos que melhorar”, salientou Nivaldo.

Na avaliação do presidente do Sindomoto, antes de se abrir uma central é necessário ter dois banheiros para gêneros diferentes ou então um para cada 20 profissionais, no caso de apenas um gênero. “Não queremos nada que não haja condições de se fazer. Queremos centrais com espaço mínimo de ventilação, local para alimentar e para guardar os veículos”, esclareceu.

Proprietário de central de mototáxi na cidade, Edvaldo Souza Silva destaca que já existe um decreto municipal que prevê a regularização das centrais. “Na verdade, já tem o Decreto 1.024, que foi criado para elas. Já temos o alvará de localização da Posturas e a Vigilância Sanitária aprovou também. Então, tem que ver quem não tem alvará e fiscalizar”, pontuou.

O empresário afirma que não é possível trabalhar com profissionais clandestinos e que só na empresa dele existem 75 profissionais credenciados, além dos 14 funcionários internos que também são registrados. “Quando o profissional vem trabalhar com a gente, pegamos a credencial, tiramos xerox e informamos à Sedest, que tem conhecimento da listagem dos profissionais de cada empresa”, disse à reportagem.

Por fim, Nivaldo Pereira esclarece que o Sindomoto não é contra as centrais, mas pede para que todas se regularizem. “Atualmente, temos 400 mototaxistas clandestinos que concorrem com 568 profissionais regularizados, além dos 150 veículos clandestinos que também concorrem com os regulares livremente. Você paga e não consegue trabalhar com segurança; por isso, queremos que todas as centrais funcionem de forma regular”, finalizou.

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