Foto/Jairo Chagas
Como esperado por especialistas, a facilidade de mutação do coronavírus possibilita a origem de muitas linhagens de variantes e recombinantes com o passar do tempo. Com a subvariante da ômicron, BQ.1, em circulação no país, os casos de Covid-19 devem voltar a subir em Uberaba, já que há a tendência de festividades coletivas de fim de ano e a flexibilização das regras de higiene. A infectologista Cristina Barata, em entrevista à Rádio JM, alerta para a necessidade de atualização dos cartões vacinais e cuidados com a disseminação do vírus.
De acordo com Cristina, a subvariante BQ.1, até o momento, tem as mesmas características da variante ômicron, de alta transmissibilidade, mas baixo poder de letalidade. Contudo, ela explica que esse quadro só é possível devido ao incentivo à vacinação e a adesão dos cidadãos às doses disponíveis, sobretudo por parte da população idosa ou com deficiências imunológicas.
“É um vírus respiratório, vai ter mutações, e teremos muitas infecções. Mas ela mostra que é como a ômicron: altamente transmissível, mas nas pessoas vacinadas, principalmente com todas as doses de reforço, [nota-se] uma boa evolução, não passa nada além de um quadro gripal. A preocupação segue sendo pessoas com alguma deficiência, uma imunodeficiência, e idosos”, diz a médica.
Com a proximidade do fim do ano, é esperado que aumente o número de encontros e eventos festivos. Essa condição de aglomeração ainda é preocupante em relação à Covid-19, e a infectologista apresenta alguns cuidados que devem ser aplicados para tentar diminuir a chance de infecção pela doença.
“Os principais cuidados que você deve ter para definir se vai para ou não usar a máscara sã se você tem sintoma gripal, tem que estar de máscara; se você está de recuperação de alguma doença, deve evitar locais que têm aglomerações, mal ventilados, ou em ambientes de atenção à saúde, como clínicas e hospitais. Em casa, é manter o ambiente arejado, um certo distanciamento. Se você tem um sintoma gripal, ou não vai [ao encontro] ou fique de máscara o tempo todo. Mas o principal é estar imunizado com as doses corretas”, indica Cristina.
Desta forma, o ideal é procurar a atualização do cartão vacinal e ficar atento aos números de casos confirmados. Também é necessário ter atenção redobrada caso faça parte de algum grupo de prioridade, como idosos e imunossuprimidos. “A gente sabe que o impacto da vacina foi significativo na redução de casos graves, internações e óbitos. Não quer dizer que não vamos ter [novos casos], mas vamos ter em proporção muito menor do que no início da pandemia, quando não havia imunizante”, diz a médica.
Em Uberaba, a vacinação contra a Covid-19 em 4ª dose ainda é mantida para pessoas de 40 anos ou mais, imunossuprimidos e trabalhadores da saúde. Dados do vacinômetro municipal, atualizados na sexta-feira (11), apontam que apenas 23,09% dos uberabenses aptos para receber o 2º reforço foram imunizados até o momento.