Supermercados e shoppings de Minas Gerais poderão fechar aos domingos. As mudanças constam em projetos de lei que tramitam na Assembleia Legislativa de Minas Gerais
Foto/Neto Talmeli
Supermercados e shoppings de Minas Gerais poderão fechar aos domingos. As mudanças constam em projetos de lei que tramitam na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Em Belo Horizonte, comerciantes foram unânimes em criticar as propostas, já em Uberaba, no setor supermercadista, a equipe de reportagem do Jornal da Manhã ouviu opiniões divergentes.
O presidente da Associação Supermercadista de Uberaba, Neilson Batista, diz que o projeto é interessante, pode gerar economia e bem-estar aos funcionários. Há sete anos o estabelecimento dele fecha aos domingos e não teve perdas com a medida. “Em minha opinião, fecharia aos domingos. Acho que não teríamos perdas. Os clientes iriam comprar aos sábados e segundas, o comércio iria funcionar da mesma forma”, relata o supermercadista. Neilson conta que quando resolveu adotar a medida, fechando aos domingos, foi porque percebeu que aos sábados a loja ficava vazia, principalmente no período da tarde, e aos domingos, movimentada. “Então, assim que deixei de abrir no domingo, o movimento voltou para o sábado. Além disso, gerou economia, não só na manutenção da loja aberta, como também na folha de pagamento, pois em domingos e feriados o funcionário recebe mais. Enfim, não tive perdas e acho que se essa medida for adotada em todo Estado, poderá dar certo e o cliente se adapta à situação”, explica Neilson.
Já o ex-presidente da entidade, empresário Matusalém Alves, diz que, diante da situação econômica que o país enfrenta, fechar aos domingos não seria nada bom, uma vez que outros estabelecimentos, como varejões e padarias, continuam funcionando normalmente, e hoje muitos destes locais se tornaram verdadeiras “conveniências”, com vários tipos de produtos. “Seria uma concorrência desleal, a partir do momento que alguns estariam fechados e outros não, começa a ter prejuízo. Além disso, é uma medida que deveria ser resolvida pela iniciativa privada, sem o envolvimento do Estado”, diz.