Discussão ganha força após feminicídio registrado em Juatuba, onde vítima foi encontrada em área de vegetação às margens da BR-262
Em um caso recente de feminicídio registrado em Minas Gerais, a presença de uma área de matagal com baixa visibilidade é apontada como um dos fatores que contribuíram para a vulnerabilidade da vítima, encontrada morta às margens da BR-262, em Juatuba. O episódio reacende o debate sobre o impacto de terrenos abandonados e da vegetação alta na segurança pública em áreas urbanas e rodoviárias.
A estudante de psicologia Vanessa Lara de Oliveira Silva, de 23 anos, foi encontrada morta em fevereiro, após desaparecer ao sair do trabalho no dia anterior. O corpo foi localizado em uma área de vegetação às margens da rodovia, e o caso é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais. Um homem de 28 anos é apontado como principal suspeito.
Em Uberaba, situações envolvendo mato alto em terrenos baldios, áreas abandonadas e falta de manutenção de espaços públicos já são alvo recorrente de denúncias de moradores, que relatam preocupação com a segurança em regiões com baixa iluminação e pouca circulação de pessoas.
Em diferentes bairros da cidade, relatos apontam que a combinação entre vegetação alta e terrenos sem conservação amplia a sensação de insegurança, especialmente em trajetos feitos a pé ou em pontos de menor movimentação. A situação também é associada por moradores ao risco de ocultação de atividades ilícitas e à redução da visibilidade em vias e espaços públicos.
Questionado sobre a situação na cidade, o Departamento de Posturas de Uberaba informa que o município possui sistema de monitoramento das autuações por bairro, permitindo identificar regiões com maior incidência de ocorrências relacionadas a mato alto, limpeza de terrenos e outras infrações previstas na legislação municipal. “A fiscalização ocorre de forma contínua, a partir de denúncias da população e vistorias das equipes técnicas. A manutenção e limpeza de terrenos particulares é de responsabilidade dos proprietários. Já as áreas públicas recebem atendimento dos órgãos competentes do município”, pontua.
O Departamento reforça que a manutenção adequada dessas áreas está relacionada não apenas à saúde pública, mas também à segurança e ao bem-estar da população, especialmente em locais com grande circulação de pedestres.