Entulhos em áreas abandonadas na cidade constituem problema crônico na questão do controle do mosquito Aedes aegypti
Foto/Neto Talmeli
No bairro Mangueiras, terreno vira depósito de lixo, recebendo entulho e diversos materiais que acumulam água
Terrenos sujos geram preocupação em vizinhos por conta do mosquito Aedes aegypti. Em vários pontos da cidade é possível flagrar áreas com mato alto e muita sujeira, verdadeiros lixões com objetos que acumulam água e se tornam criadouros para o mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. No Residencial Mangueiras, na rua Maria Conceição da Silva, próximo ao anel viário, existe um terreno nestas condições.
A vendedora Maroline Rodrigues mora bem próximo à área e, de acordo com ela, sempre está sujo. “Há 15 dias fizeram a limpeza e, assim que os caminhões saíram, no mesmo dia o terreno já estava com entulho, muitos materiais que acumulam água, como, por exemplo, pneus. Já tive dengue hemorrágica, uma doença terrível, e agora, com as outras que surgiram e são transmitidas pelo mesmo mosquito, a preocupação é maior”, relata a vendedora, lembrando que são os próprios moradores do bairro que depositam entulho no local, o que, para ela, é um absurdo.
De acordo com o diretor do Centro de Controle de Zoonoses, Antônio Carlos Barbosa, essa situação com os terrenos sujos é um problema crônico, por isso orienta a população para que faça denúncias. “Sempre que avistarem um carro, caminhão, carroça (algumas possuem placas), depositando lixo nestes locais, procurem o Departamento de Zoonoses, pois a limpeza será feita, mas também a fiscalização, para a aplicação de multa. Por isso, anotem informações, como a placa, que nos leve até essa pessoa, e vamos realizar uma busca ativa, com o apoio do Ministério Público”, explica Antônio Carlos.
Quanto à limpeza dos terrenos, o diretor destaca que os vizinhos devem acionar a Prefeitura para fazer a solicitação de limpeza. Se for um terreno público, a PMU, como proprietária, vai tomar providências; se for particular, o dono será acionado e, se não fizer o serviço em um prazo de 30 dias, o Ministério Público poderá acioná-lo. “Não vamos tomar o terreno de ninguém, só queremos que nos ajude a fazer a limpeza do terreno”, destaca.
Além de terrenos, a equipe de zoonoses também trabalha de forma incisiva nos pontos estratégicos. Nos cemitérios, onde a preocupação é com os vasos deixados por familiares nos túmulos e que podem acumular água, Antônio Carlos explica que o trabalho é diário e, além disso, a maioria das famílias está colaborando e colocando areia nos vasos. Nas borracharias, as visitas acontecem a cada 15 dias para recolhimento dos pneus, conforme determinação do Termo de Ajustamento de Conduta. Por fim, nos ferros-velhos as visitas também acontecem a cada 15 dias.