CIDADE

Terrenos sujos oferecem risco de proliferação do Aedes aegypti

Entulhos em áreas abandonadas na cidade constituem problema crônico na questão do controle do mosquito Aedes aegypti

Geórgia Santos
Publicado em 11/12/2015 às 08:34Atualizado em 16/12/2022 às 20:55
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Foto/Neto Talmeli

No bairro Mangueiras, terreno vira depósito de lixo, recebendo entulho e diversos materiais que acumulam água

Terrenos sujos geram preocupação em vizinhos por conta do mosquito Aedes aegypti. Em vários pontos da cidade é possível flagrar áreas com mato alto e muita sujeira, verdadeiros lixões com objetos que acumulam água e se tornam criadouros para o mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. No Residencial Mangueiras, na rua Maria Conceição da Silva, próximo ao anel viário, existe um terreno nestas condições.

A vendedora Maroline Rodrigues mora bem próximo à área e, de acordo com ela, sempre está sujo. “Há 15 dias fizeram a limpeza e, assim que os caminhões saíram, no mesmo dia o terreno já estava com entulho, muitos materiais que acumulam água, como, por exemplo, pneus. Já tive dengue hemorrágica, uma doença terrível, e agora, com as outras que surgiram e são transmitidas pelo mesmo mosquito, a preocupação é maior”, relata a vendedora, lembrando que são os próprios moradores do bairro que depositam entulho no local, o que, para ela, é um absurdo.

De acordo com o diretor do Centro de Controle de Zoonoses, Antônio Carlos Barbosa, essa situação com os terrenos sujos é um problema crônico, por isso orienta a população para que faça denúncias. “Sempre que avistarem um carro, caminhão, carroça (algumas possuem placas), depositando lixo nestes locais, procurem o Departamento de Zoonoses, pois a limpeza será feita, mas também a fiscalização, para a aplicação de multa. Por isso, anotem informações, como a placa, que nos leve até essa pessoa, e vamos realizar uma busca ativa, com o apoio do Ministério Público”, explica Antônio Carlos.

Quanto à limpeza dos terrenos, o diretor destaca que os vizinhos devem acionar a Prefeitura para fazer a solicitação de limpeza. Se for um terreno público, a PMU, como proprietária, vai tomar providências; se for particular, o dono será acionado e, se não fizer o serviço em um prazo de 30 dias, o Ministério Público poderá acioná-lo. “Não vamos tomar o terreno de ninguém, só queremos que nos ajude a fazer a limpeza do terreno”, destaca.

Além de terrenos, a equipe de zoonoses também trabalha de forma incisiva nos pontos estratégicos. Nos cemitérios, onde a preocupação é com os vasos deixados por familiares nos túmulos e que podem acumular água, Antônio Carlos explica que o trabalho é diário e, além disso, a maioria das famílias está colaborando e colocando areia nos vasos. Nas borracharias, as visitas acontecem a cada 15 dias para recolhimento dos pneus, conforme determinação do Termo de Ajustamento de Conduta. Por fim, nos ferros-velhos as visitas também acontecem a cada 15 dias.

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