CIDADE

Trabalhadores da construção aceitam 11,08% nos pisos e 5% nos salários

José Lacerda Sobrinho destacou que o histórico das negociações não tem sido dos melhores

Letícia Morais
Publicado em 20/12/2016 às 07:39Atualizado em 16/12/2022 às 16:05
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Neto Talmeli

José Lacerda Sobrinho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores, disse que o histórico das negociações não tem sido dos melhores

Trabalhadores da construção civil de Uberaba e região aprovaram ontem, em assembleia no início da noite, a contraproposta do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon) de 11,08% nos pisos salariais e de 5% para os demais salários. Os integrantes do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Uberaba (Sticmu), por sua vez, pediam melhoria na cesta básica dos trabalhadores e reajuste salarial em 15%.

Em entrevista à Rádio JM, o presidente do Sticmu, José Lacerda Sobrinho, destacou que o histórico das negociações não tem sido dos melhores. “Entregamos a pauta de reivindicações em janeiro deste ano, quando mantivemos todas as cláusulas da convenção coletiva anterior e agregamos melhoria na cesta básica e colocamos o índice salarial de 15% de forma linear”, argumenta, dizendo que a categoria optou por “enxugar” a pauta, com o objetivo de facilitar o processo de negociação.

O presidente do Sinduscon, Roberto Veludo, esclarece que a contraproposta apresentada foi o valor máximo que os patrões conseguiram acordar. “Isso para retroagir até outubro, para aqueles que são registrados. Estava muito difícil para nós, da construção civil, alterar essa proposta [11,08% nos pisos salariais e 5% para os demais]”, pontua o sindicalista. Nesse sentido, Roberto afirma que o presidente do Sticmu tem consciência do momento econômico, da situação dos trabalhadores e, por isso, a categoria aceitou a proposta. “Se não aceitasse, seria uma perda muito grande para o trabalhador. Pois teríamos de aguardar até o ano que vem, quando estão previstas para março as novas negociações. Então, o prazo iria se delongar muito mais”, alerta Veludo.

Conforme José Lacerda, se a proposta não fosse aprovada, a categoria teria dois caminhos: dissídio coletivo ou mobilização e paralisação das atividades. “Submeteríamos isso à deliberação da Justiça, que julgaria nosso pleito pelo dissídio. Se a categoria não optasse por isso, seria a paralisação, mas que do nosso ponto de vista, nesse momento, seria complicado”, analisa, concluindo que o sindicato tem a certeza de que os sindicatos patronal e dos trabalhadores fizeram o melhor para fechar o acordo.

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