CIDADE

Trabalhadores da construtora de obra da VLi ameaçam parar na 5ª

Funcionários querem a reposição da inflação antes da data-base, visto que o contrato deles deve ser encerrado antes de março

Letícia Morais
Publicado em 21/10/2015 às 07:49Atualizado em 16/12/2022 às 21:43
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Foto/Arquivo

José Lacerda Sobrinho, presidente do Sticmu, diz que categoria está mobilizada, mas a greve ainda não pode ser confirmada

Obras do Terminal Integrado da VLi, na BR-050, podem ser paralisadas a partir desta quinta-feira (22). Com diversas reivindicações em pauta, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e do Mobiliário de Uberaba e Região (Sticmu) comunicou indicativo de greve no último fim de semana.

Contudo, o presidente da entidade, José Lacerda Sobrinho, ainda não confirma a greve. “Não sabemos se a greve será deflagrada ou não. Nós fizemos esse comunicado para cumprir a legislação. Mas os trabalhadores estão mobilizados e preparados para o exercício legal da greve”, enfatizou.

Entre as reivindicações, os trabalhadores pedem inflação acumulada de 4,65% no piso salarial e a ampliação de falta. “O maior problema é que temos uma cesta básica condicionada a uma única falta por parte dos trabalhadores por mês. Desejamos ampliar essa possibilidade para três faltas e aumentar o valor de R$96 para R$150 reais da cesta. Além disso, assinamos um acordo coletivo em março, cujo piso era R$1.400, por isso nós estamos solicitando a inflação acumulada desse período, que é 4,65%”, avalia o sindicalista. No que tange à questão da falta, Lacerda explica que a convenção coletiva garante a cesta básica à categoria mesmo que o trabalhador venha a faltar três vezes no período de um mês, determinação que não está sendo respeitada pela construtora atualmente.

José Lacerda explicou que a categoria irá continuar negociando com a empresa Marco Projetos e Construções, responsável pelas obras até hoje, e deve se reunir em assembleia na quinta-feira (22). “Estamos fazendo isto porque o cronograma da obra não atingirá a próxima data-base, visto que irá terminar antes de março. Os trabalhadores entendem que é preciso recompor o salário antes da data-base”, pontuou o presidente.

À reportagem, a Marco Projetos e Construções informou que o reajuste solicitado pelo sindicato é abusivo, visto que em março firmou acordo coletivo com vigência de 12 meses, concedendo reajuste de 10% aos funcionários, levando-se em conta que esse reajuste, segundo a empresa, é superior em 3% ao reajuste previsto em convenção coletiva. Em nota, a empresa ressaltou que, como não há concordância do sindicato com o novo reajuste proposto, solicitou na sexta-feira (16) uma mediação do Ministério do Trabalho e Emprego de Uberaba.

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