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Uma demanda de urgência, que realmente necessita de socorro a uma criança ou adolescente, pode ficar prejudicada
Conselho Tutelar de Uberaba enfrenta problemas com denúncias inexistentes. A situação é frequente e acontece há anos. Por diversas vezes, os conselheiros fizeram solicitações à comunidade no sentido de evitar denúncias que não procedem, porém, a situação continua gerando transtornos.
A conselheira Cristiane Alves de Oliveira revela que são ligações derivadas de brigas de vizinhos, casais, crianças, rixas pessoais, enfim diversas situações que atrapalham o trabalho dos conselheiros tutelares.
“Quando atendemos essas denúncias, que na maioria das vezes são inexistentes ou falsas, estas situações acabam atrapalhando o nosso trabalho, pois deixamos de atender uma demanda de urgência, que realmente necessita de socorro a uma criança ou adolescente. Além disso, quando nos deslocamos, ocupamos o tempo, motorista, gastamos recursos como gasolina e outros materiais, e quando realmente precisamos estar em outro local para uma demanda que chega no mesmo momento, não é possível fazer o atendimento”, explica.
De acordo com Cristina, a frequência destas denúncias é alta, e acontece há anos, tanto é que no arquivo do Conselho Tutelar está registrada uma notícia divulgada em 2002 com o mesmo pedido à comunidade. “Por isso, mais uma vez pedimos que não façam mais isso. Se informem sobre o trabalho promovido pelo conselho, acionem apenas quando necessário”, destaca a conselheira.
Questionada se é possível punir as pessoas que acionam o conselho de forma indevida, Cristina explica que o órgão é aberto para receber denúncias anônimas, e não existe uma punição específica na lei quando é feita uma denúncia inexistente, na verdade as pessoas utilizam deste meio para solicitar de má-fé o atendimento.