Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes, Lutério Alves, não acredita que Transmil cumprirá acordo firmado com ex-funcionários. Representantes da empresa estiveram em Uberaba nesta semana tentando fazer uma nova proposta de acerto trabalhista aos demitidos. Os trabalhadores foram dispensados em outubro, quando a Transmil encerrou operação no transporte coletivo de Uberaba. Na época foi firmado acordo trabalhista, onde os ex-funcionários abriram mão da multa indenizatória de 40% e a empresa se comprometeu em pagar o acerto em até 5 vezes. Caso a empresa deixasse de efetuar o pagamento da dívida na data marcada, dia 27 de cada mês, ficaria obrigada a pagar multa de 1% ao dia, além de antecipar as parcelas restantes. O presidente do sindicato afirma que apenas as duas primeiras parcelas foram pagas. Por este motivo, o sindicato acionou a Transmil na Justiça no início do ano. Segundo Lutério, no despacho saiu no dia 21 de janeiro ficou estabelecido que a empresa deveria se manifestar em um prazo de dez dias. Ele informou que representantes do departamento financeiro do grupo estiveram na cidade oferecendo uma nova proposta para pagamento dos ex-funcionários. Foi proposto aos ex-funcionários que abrissem mão da multa pelo atraso das parcelas e o valor renegociado em 10 vezes, o que não foi aceito pela categoria. Para Lutério, o impasse junto à Transmil ainda vai durar um bom tempo. “Eu acredito que os funcionários só receberão seus direitos mediante penhora dos bens que ainda restam à empresa”, salientou. Dívida. Levantamento feito pelo sindicato revela que a empresa de transporte coletivo deve acerto trabalhista a 390 trabalhadores, somando um total de mais de R$ 500 mil, considerando a multa aplicada pelo atraso nas parcelas vencidas. A reportagem do Jornal da Manhã tentou contato por telefone com Luís Reis, advogado da empresa, mas ele não atendeu as ligações.