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Uberaba faz 355 operações tapa-buraco no trimestre, mas chuva compromete resultado

Sesurb aplicou 896 toneladas de massa asfáltica entre janeiro e março, em meio a limitações impostas pelo período chuvoso

Débora Meira
Publicado em 01/04/2026 às 15:30
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O balanço dos serviços urbanos em Uberaba no primeiro trimestre de 2026 aponta a continuidade de um ritmo intenso de trabalho da Secretaria de Serviços Urbanos e Obras (Sesurb), com destaque para as ações de tapa-buracos. Entre janeiro e março, foram realizadas 355 intervenções e aplicadas 896 toneladas de massa asfáltica na cidade. Os dados mostram crescimento das ações ao longo do período, com 110 registros em janeiro, 98 em fevereiro e 147 em março. 

No mesmo intervalo, a secretaria também contabilizou 554 serviços de poda de árvores, sendo a maior parte concentrada entre fevereiro (235) e março (319). Já os atendimentos relacionados ao desmonte e limpeza de árvores caídas somaram 204 ocorrências, com maior volume em janeiro, quando foram registrados 134 casos. 

Outros serviços também fazem parte do balanço. As ações de limpeza e roçada chegaram a 88 registros no trimestre, enquanto as manutenções diversas somaram 158 atendimentos. 

Os números reforçam um cenário já observado em 2025, quando o município registrou alto volume de atendimentos dentro do programa de manutenção urbana, com milhares de serviços executados ao longo do ano, incluindo tapa-buracos, poda de árvores e limpeza de áreas públicas.  

Apesar do volume de trabalho, o secretário de Serviços Urbanos, Pedro Arduini, destaca que o período chuvoso tem impacto direto na eficácia das intervenções, especialmente nas operações de tapa-buraco. 

Em entrevista ao programa Pingo do J, ele comparou a situação ao ambiente doméstico. “Aplicar asfalto em base úmida compromete o resultado. Assim como pintar uma parede em período de chuva pode fazer com que a tinta não fixe, o mesmo ocorre com o asfalto, que tende a se soltar em pouco tempo quando aplicado nessas condições”, explica. 

O secretário ressaltou que o ideal é aguardar pelo menos 72 horas de tempo firme para garantir a durabilidade do serviço. No entanto, diante da demanda da população, muitas intervenções acabam sendo realizadas mesmo sem as condições ideais. 

De acordo com ele, essa é uma escolha técnica e também de gestão. A prioridade, segundo Arduini, é atender vias com maior fluxo de veículos, reduzindo riscos para motoristas e motociclistas, ainda que isso signifique a necessidade de retrabalho em curto prazo. “Tem que fazer, tem que resolver. Mas, em alguns casos, em cerca de 15 dias o buraco pode abrir novamente por conta da base úmida”, afirma. 

Atualmente, quatro equipes atuam diretamente nas operações de tapa-buraco na cidade, sendo duas próprias e duas terceirizadas, com cerca de dez trabalhadores em cada grupo. As equipes são organizadas por regiões, enquanto as equipes próprias também atendem demandas emergenciais com maior agilidade. 

A administração municipal avalia que, com a redução do período chuvoso, será possível ampliar a produtividade das equipes e avançar na resolução dos pontos mais críticos. A expectativa é de que, nos próximos meses, os principais problemas sejam atacados, permitindo maior estabilidade na manutenção viária ao longo do restante do ano.

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