Importações chegaram a quase US$ 200 milhões no mês e ficaram mais de seis vezes acima das exportações
A balança comercial de Uberaba encerrou o mês de setembro de 2026 com um déficit de US$ 168.255.112, após registrar US$ 31.578.219 em exportações frente a US$ 199.833.311 em importações, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta terça-feira (6).
Na comparação com o mês de agosto, quando as exportações somaram US$ 36.899.931 e as importações atingiram US$ 196.760.236, o desempenho de setembro apresentou uma leve retração nas vendas externas e um acréscimo nas aquisições do exterior. No acumulado de janeiro a setembro de 2026, o fluxo comercial do município totaliza US$ 277.839.278 em exportações e US$ 1.242.067.876 em importações.
No recorte regional das transações de setembro, a Ásia (excluindo o Oriente Médio) consolidou-se isoladamente como a principal parceira comercial de Uberaba, respondendo tanto pelo maior volume de vendas externas, com US$ 12.747.436, quanto pelo maior patamar de compras internacionais, que alcançou US$ 110.463.077. Em contrapartida, as menores movimentações do período foram registradas com a Oceania, que somou apenas US$ 50.145 em exportações e US$ 18.918 em importações.
O cenário verificado em Uberaba contrasta com o panorama nacional, no qual a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro, impulsionado pelo avanço das exportações de commodities e produtos da indústria de transformação. Enquanto o país mantém uma posição superavitária no comércio exterior, o município mineiro segue com saldo negativo no mês devido à alta concentração de importações voltadas ao setor industrial e de insumos agrícolas.