Para o secretário de Saúde, Fahim Sawan, médico patologista e infectologista, esse é um problema sério de saúde pública
Depois que o Ministério da Saúde registrou o primeiro caso suspeito de ebola no Brasil, a Secretaria de Saúde já está providenciando os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) necessários, caso surja algum suspeito do vírus em Uberaba. Também o Protocolo de Vigilância e Manejo de Casos Suspeitos pelo Vírus Ebola em Minas Gerais, emitido pela Secretaria de Estado de Saúde, já foi repassado a todos os gerentes e profissionais da saúde das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs).
O protocolo será encaminhado, também, a todos os hospitais e estabelecimentos de saúde da cidade, que têm porta aberta para pronto-atendimento ao paciente. Outra medida adotada foi a articulação com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do Estado para, caso haja algum caso suspeito, a remoção seja realizada rapidamente por transporte aéreo para o hospital referência em Belo Horizonte, Hospital Eduardo de Menezes da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).
Para o secretário de Saúde, Fahim Sawan, médico patologista clínico e infectologista, esse é um problema sério de saúde pública e que agora é hora de trabalhar principalmente no cuidado com os possíveis imigrantes que vêm das regiões endêmicas de ebola. “Acredito que se a situação do ebola não for controlada, poderá causar uma epidemia maior que a própria Aids”, ressaltou.
O vírus. De acordo com o Protocolo da Secretaria de Estado de Saúde, o Vírus Ebola (DVE) ou Febre Hemorrágica do Ebola (FHE) é uma febre hemorrágica viral grave, com alta letalidade em humanos e que acomete também em primatas não-humanos, como os chimpanzés, gorilas e macacos. Os principais sintomas da doença são dor de cabeça, dor muscular e articular, fraqueza, diarreia, vômitos e perda de apetite. Pacientes com formas graves da doença podem desenvolver sintomas hemorrágicos e disfunção de múltiplos órgãos, incluindo danos hepáticos, insuficiência renal e envolvimento do sistema nervoso central, levando a choque e morte. Segundo a Organização Mundial de Saúde, os países com transmissão atual de ebola são Libéria, Guiné e Serra Leoa.