Casos foram acompanhados pela Rede de Proteção entre maio e dezembro, com ações preventivas e de cuidado intersetorial
Entre maio e dezembro de 2025, a Rede de Proteção de Uberaba acompanhou 38 notificações envolvendo crianças e adolescentes inseridos em situações classificadas como violência extrema no ambiente escolar. O monitoramento segue protocolo municipal em vigor desde julho do mesmo ano e envolve ações articuladas na área da saúde e em outros setores da rede de garantia de direitos.
De acordo com os dados, 30 dos acompanhados são meninos e 8 são meninas, com idades entre 6 e 16 anos. O entendimento adotado pelas equipes responsáveis é de que crianças e adolescentes inseridos nesses contextos devem ser tratados como vítimas de violações de direitos, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e não como responsáveis isolados pelos episódios.
O acompanhamento realizado tem caráter preventivo e protetivo, com foco na interrupção de ciclos de violência. As ações incluem escuta qualificada, cuidado continuado, fortalecimento de vínculos e articulação entre diferentes políticas públicas. Segundo a Referência Técnica em Vigilância das Violências, Raissa Mazeti, o trabalho é desenvolvido de forma integrada. “O acompanhamento feito pela Rede de Proteção tem caráter preventivo, protetivo e intersetorial, envolvendo ações de cuidado, escuta qualificada, fortalecimento de vínculos e articulação entre políticas públicas”, afirmou.
Ainda conforme Mazeti, não são divulgadas informações que permitam a identificação dos envolvidos, em respeito à legislação e aos princípios éticos de proteção à infância e à adolescência. “Por se tratar de um público em condição peculiar de desenvolvimento, não serão divulgadas informações que permitam qualquer tipo de identificação individual, familiar ou institucional”, explicou.
O atendimento aos casos segue o Protocolo de Prevenção e Atuação da Rede de Proteção em Situações de Violência Extrema nas Escolas, elaborado pelo Núcleo Intersetorial de Prevenção à Violência e Promoção da Paz (Nupaz), em conjunto com órgãos que integram o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA).