Conforme o JM Online já vem adiantando, os brasileiros devem utilizar o 13º salário para quitar dívidas. Recentemente, a Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac) realizou pesquisa com 1.037 consumidores e indicou que 74% vai gastar o dinheiro para pagar dívidas. A grana extra neste fim de ano deve ajudar muitos brasileiros a saírem do vermelho, saudando débitos numa tentativa de começar o ano com o pé direito.
O leitor identificado como Abadio Tadeu Rodrigues dos Santos confirmou as estatísticas apontadas pela Anefac. “Primeiramente, pretendo acertar as dívidas que ainda estão pendentes em 2015. Depois, o meu desejo é de reservar um percentual para as dívidas que começam já em janeiro de 2016, como gastos com matrícula, uniformes, materiais escolares para os filhos, IPTU e IPVA. Além disso, farei um esforço para que parte do 13º salário seja reservado para as festas de final de ano, Natal e Ano novo. Neste gasto, eu incluo a alimentação e os presentes para familiares e amigos”, considerou.
Por outro lado, quem conseguiu poupar e não se endividou durante o ano, pretende economizar para o próximo ano. “Na maré de aumento dos preços, o mais racional é guardar para as despesas de início de ano, como IPTU e IPVA. É melhor começar bem o ano novo do que terminar este em festa”, opinou o leitor identificado como Beraldo Dabés Filho.
Esse também é o caso do Marcos Alberto Rodrigues, que poupará o dinheiro extra para as contas de 2016. “Vou guardar para pagar os impostos do início do ano, como IPVA, matrícula e material escolar, depois ainda temos IPTU. Isso sem contar com os gastos rotineiros e indispensáveis que não param de subir, como o preço da gasolina”, observou.
Negociar as dívidas é o mais importante
A Rádio JM ouviu especialistas para orientar os uberabenses a melhor investir o dinheiro recebido pelo 13º salário. Durante o quadro Boca no Trombone, muitos uberabenses opinaram e indicaram usar os valores para a quitação de dívidas, que se multiplicam em decorrência da crise.
O economista Sérgio Martins orientou que até mesmo quem não completou um ano de carteira assinada tem direito a receber o benefício proporcional ao tempo de trabalho, que é garantido pela legislação trabalhista. “É preciso pensar racionalmente o quanto você ganha e quanto você pode gastar. Se tiver dívidas, é interessante negociá-las, quitá-las ou amortizá-las. Não pode se esquecer também de que no início do ano vêm as despesas. Então, é preciso ter cautela e se caso sobrar aplicar para garantir o futuro e os imprevistos que podem acontecer”, concluiu o economista.
O empresário Fúlvio Ferreira acredita que, mesmo com a crise, o comércio espera ‘beliscar’ um pouquinho do 13º. “O comércio se prepara, fica atento, faz suas promoções no sentido de surpreender, encantar o cliente e atrair um pouco deste benefício de fim de ano”, concluiu Fúlvio.