CIDADE

Usuárias desmentem Secretaria sobre condições da UPA Abadia

Diante do posicionamento encaminhado pela assessoria de imprensa da pasta, de que as denúncias são improcedentes, usuários ...

Geórgia Santos
Publicado em 03/02/2012 às 08:48Atualizado em 17/12/2022 às 08:10
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Usuárias desmentem Secretaria de Saúde e garantem que as macas na Unidade de Pronto-Atendimento do bairro Abadia estavam sujas de sangue e enferrujadas no dia do atendimento. Diante do posicionamento encaminhado pela assessoria de imprensa da pasta, de que as denúncias são improcedentes, usuários que estavam no momento na unidade afirmam que as condições realmente eram péssimas.

Segundo a denúncia encaminhada ao Jornal da Manhã, a aposentada Marilene Moraes teve de receber atendimento na UPA Abadia por conta de fortes dores, e, segundo a filha dela, Andrezza Moraes, ficou internada na unidade por três dias. Entretanto, ao retirar o lençol que havia levado de casa para forrar a maca, pois, segundo ela, não existe lençóis na unidade, percebeu que o colchão estava sujo de sangue e a maca enferrujada. E diante do fato, Andrezza fotografou para provar o descaso. Porém, segundo o posicionamento encaminhado pela assessoria de imprensa, a paciente ainda não estava instalada no momento em que as fotos foram tiradas. O prefeito Anderson Adauto chegou a afirmar que Andrezza teria usado de má-fé ao fotografar antes do atendimento.

Outros usuários que estavam na unidade desmentem o posicionamento da Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com Nivia Santos, a paciente estava, sim, internada na UPA por cerca de três dias e deitou na maca suja de sangue. “Outra paciente passou por uma situação semelhante: a maca em que foi instalada estava suja de fezes, a limpeza foi feita superficialmente, mas o cheiro ficou. As roupas da paciente tiveram de ser jogadas no lixo por conta do cheiro”, afirma Nivia, ressaltando que não existem lençóis na unidade e nem mesmo descartáveis.

Ainda segundo a usuária, a situação gerou alvoroço na unidade. “Durante o tempo em que Andrezza tirava as fotos, preocupadas, as enfermeiras pediam para que as macas fossem escondidas, pois havia alguém tirando fotos e a imprensa seria acionada”, explica Nivia.

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