Apesar da existência de um bicicletário desativado no local, a direção alega que não pode assumir responsabilidade de guardar as bicicletas
Foto/Neto Talmeli
Apesar de vazio e sendo utilizado como depósito de mesas e cadeiras, o bicicletário não pode ser destinado a guardar bicicletas de usuários
Com bicicletário desativado, ciclistas questionam proibição para entrada de bicicletas no Parque das Acácias. A cantora Aracele Fernandes diz que compreende a determinação de que não é permitida a circulação de bicicletas pelo parque, pois é um local destinado a pedestres, podendo gerar transtornos. Contudo, ela afirma que deveriam, ao menos, autorizar que o veículo seja colocado do lado de dentro, para que o ciclista possa realizar outras atividades oferecidas.
“Dentro do parque existe um bicicletário, usado para guardar bicicletas que são emprestadas para as pessoas. Porém, neste local não existe mais bicicletas, e poderia estar aberto para os usuários colocarem o veículo enquanto realizam outras atividades. A partir daí, cada um tem a responsabilidade sobre a bicicleta, colocando cadeados”, explica a cantora, que repassou a solicitação à direção, mas disseram que não seria possível.
Além disso, a cantora lembra ainda que recentemente foi realizado evento, organizado pela própria Prefeitura, conscientizando as pessoas sobre o dia sem carro, sendo que muitos ciclistas participaram e tentaram entrar no Parque das Acácias para beber água ou aproveitar outra atividade e não conseguiram, justamente porque não havia local para deixar a bicicleta. Aracele destaca que muitas bicicletas são caras, algumas chegam a custar R$30 mil, e deixar do lado de fora, sem segurança nenhuma, é um risco. “Na verdade, independente de valores, é um bem que ninguém quer perder, por isso ter um local para guardá-la seria bom”, afirma.
O secretário municipal de Esportes, Luiz Alberto Medina, explica que o bicicletário que já existe é pequeno e foi feito para guardar bicicletas doadas para Prefeitura, para que sejam emprestadas aos usuários aos domingos. “Hoje temos apenas 10 bicicletas, várias foram roubadas e neste sentido o nosso maior problema é ter alguém que faça a guarda das bicicletas. Se liberarmos para que todos coloquem os veículos dentro do parque, é preciso ter alguém que vigie, pois a responsabilidade é do município em caso de danos ou roubo. Não temos estrutura de segurança para oferecer. Se oferecemos um espaço, assinamos um atestado de responsabilidade, e se tiver roubo, o dono pode nos acionar na Justiça”, explica.