Foto/Neto Talmeli
Motoristas de vans escolares realizaram ontem manifestação, saindo da praça Pôr do Sol até a Sedest, na avenida Santana Borges
Motoristas de vans escolares realizam manifestação contra o que chamam de abordagem inadequada por parte de funcionário da Secretaria de Trânsito e Transportes (Sedest) em busca de clandestinos. O ato, que reuniu cerca de 60 veículos, foi realizado nessa quarta-feira. O grupo saiu em carreata da Praça Pôr do Sol até a secretaria, para reunião com o titular da pasta, Wellington Cardoso Ramos.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Transportadores de Escolares do Município, Eder Reis, a categoria não é contra a fiscalização. “Porém, o funcionário contratado pela Prefeitura vem agindo de forma inadequada durante a abordagem. Recentemente, ele apreendeu uma van, que estava sendo usada por uma motorista credenciada, o veículo que ela conduzia substituía o oficial, que estava com problemas mecânicos. Ele não procurou a secretaria para se informar se aquilo era permitido, apenas levou a van, sendo que o assunto já havia sido tratado com o secretário”, relata Eder.
A delegada regional do Sindicato dos Transportadores de Escolares de Uberaba (Sintesc), Maria Gorete Elias, também participou da manifestação e da reunião com o secretário. De acordo com ela, esse funcionário não é fiscal, ele foi nomeado para “caçar” clandestinos de vans escolares, mototaxistas e taxistas. “Mas ele estava abordando o permissionário de van escolar cadastrado, uma ação que ele não pode exercer, pois não é fiscal. Respeitamos o posicionamento, ele pode até conversar com o permissionário, mas desde que não seja de forma truculenta e arbitrária, como vem fazendo. Por isso, levamos a situação ao secretário”, explica.
O secretário, por sua vez, depois da reunião reservada com alguns representantes, conversou com os transportadores que participaram da manifestação. “Na verdade, entendo que o que está incomodando a categoria não é a forma da fiscalização, e sim a realização da fiscalização. Esta ação, é claro, incomoda, as multas são pesadas, só que quem está na legalidade não tem com o que se preocupar. Além disso, vale ressaltar que não somos coniventes com a truculência e arbitrariedade. Portanto, eu disse isso à categoria e todos compreenderam, a conversa foi positiva. Não vamos tolerar as irregularidades que comprometem a segurança das crianças e nem mesmo a existência de clandestinos”, explica o secretário.