No comparativo de preços de uma semana para outra, 13 produtos mantiveram os mesmos valores, seis baixaram e 10 subiram
Folhosas são as que mais sofrem no período de chuva; dúzia de alface subiu de R$20 para R$24
A maioria dos produtos comercializados na Central de Abastecimento do Vale do Rio Grande registrou estabilidade na cotação semanal, no comparativo com a semana anterior. Entretanto, segundo o orientador de preços da Ceasa, João Carlos Caroni, o período em que estamos é mais crítico para se ter boa qualidade do produto. No comparativo de preços, 13 produtos mantiveram os preços, seis baixaram e dez aumentaram.
Para o orientador de preços da Ceasa, este período é o mais complicado de todo o ano por ter uma grande variação climática. “Nós temos volume de chuvas em excesso, temos problemas com as pragas, principalmente com a mosca branca, além de outros insetos que vêm para prejudicar as lavouras. Então, o produtor encontra dificuldade muito grande para produzir acima de 50% do que ele planta neste período. Consequentemente, a oferta cairá no mercado e o preço será elevado”, explicou.
Os consumidores da Ceasa já sentiram o aumento no bolso em alguns produtos. Nesta semana, por exemplo, a caixa de 22kg do tomate santa cruz subiu de R$100 para R$110. Já a dúzia de alface aumentou de R$20 para R$24. Outro produto que subiu e sempre está presente na mesa do consumidor é a banana nanica. A caixa da fruta subiu de R$20 para R$25.
Por outro lado, a caixa de 22kg do pepino e da batata doce se manteve em R$50. Entre outros produtos, a caixa de 16kg da banana prata permaneceu em R$40 e a de 22kg da cenoura, em R$80. Ainda segundo a cotação, alguns produtos tiveram queda durante a semana, como, por exemplo, a caixa de 17kg do jiló passou de R$60 para R$50. Já a saca de 50kg da batata inglesa passou de R$110 para R$100.
O orientador de preços da Ceasa salientou que o limão taiti é um dos produtos que têm grande procura e está com preço satisfatório para o consumidor. A caixa de 22 quilos passou de R$30 para R$25. “Esse é um produto muito consumido pela dona de casa, nos bares, restaurantes e lanchonetes da cidade. Mas, infelizmente, a maioria dos produtos mantém o preço em alta. O abacate, há 30/40 dias estava sendo comercializado a R$100, a caixa com 22kg, agora caiu o preço e está custando R$40 para o varejista revender”, disse.