Continuam as reclamações por causa da falta de filme para realização de exame de raios X nas Unidades de Pronto-Atendimento do município
Continuam as reclamações de usuários por causa da falta de filme para realização de exame de raios X nas Unidades de Pronto-Atendimento. Nos últimos dias, várias pessoas procuraram a equipe de reportagem do Jornal da Manhã para reclamar desta situação, e a falta do produto vem gerando incômodos. Usuários com fraturas estão sendo encaminhados ao Hospital de Clínicas para fazer o exame, o que está gerando uma extensa fila de espera, pois apenas uma ambulância faz o transporte dos pacientes.
No sábado (6), a doméstica Luzia de Melo Coelho fraturou o pé, mas procurou a UPA São Benedito somente ontem, pois já sabia que nos fins de semana não há ortopedista disponível. Entretanto, ao chegar à unidade, teve de enfrentar outro problema, que é a falta de filme para o exame de raios X. “Entendo que os médicos não têm culpa por esta situação, fui atendida por um ortopedista, e ele pediu para que esperasse, pois como não há filme para o exame, eu seria levada até o Hospital de Clínicas para fazer o exame de raios X e depois o meu caso seria avaliado”, explica Luzia.
Contudo, diante da quantidade de pessoas que estava na unidade para realização do exame, a fila de espera para o transporte até o hospital estava grande. No caso de Luzia, a informação que recebeu dos médicos era que a ambulância estaria na UPA por volta de 11h. O veículo esteve nesse horário, levou cinco pessoas, às 12h30 não havia retornado. “É um absurdo a Prefeitura ter deixado essa situação acontecer, como pode em uma unidade de saúde faltar filme para exame de raios X?”, questiona Luzia, ressaltando que ontem a UPA estava lotada e a maioria das pessoas estava no local por conta de fraturas.
O fato foi relatado pelo JM na edição de 2 de dezembro e, conforme explicações repassadas pela assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde, que admitiu a falta do material, a compra dos filmes de raios X seria feita de forma direta para suprir a demanda, visto que o processo licitatório ainda está em andamento e é burocrático e demorado. A expectativa, segundo a secretaria, é que o problema fosse solucionado em no máximo sete dias. O prazo estipulado pela secretaria venceu nesta segunda-feira e, segundo os usuários, ainda falta o filme.