Bancários voltaram ao trabalho ontem e usuários foram para as filas para receber salários, auxílios previdenciários e até para formalizar financiamentos
Foto/Neto Talmeli
Com o fim da greve, os bancários voltaram ao trabalho ontem. No entanto, o movimento foi intenso durante todo o dia nas agências e nas lotéricas da cidade. Antes mesmo das 8h algumas agências centrais já estavam com grandes filas de usuários, que aguardavam para receber o salário, auxílio-doença e até mesmo tentando realizar financiamentos.
O aposentado Antônio Murilo disse à reportagem do Jornal da Manhã que precisou voltar duas vezes na agência para conseguir receber. “Na quinta-feira (6), teve um senhor de idade que não conseguiu receber, passou mal de esperar muito tempo na fila e precisou chamar um táxi para conseguir chegar em casa. Ou seja, ficou sem receber e ainda precisou gastar”, explicou.
Já a aposentada Maria Abadia Gonçalves, de 76 anos, disse se sentir indignada com essa situação, onde pessoas de idade precisam ficar em pé, em longas filas, esperando para tentar receber o salário. “Nós recebemos um salário pequeno e temos que sobreviver um mês com ele. Eles [os bancários] começam a trabalhar às 10h e param às 15h, e não ganham tão mal assim para entrar de greve do jeito que eles estão entrando”, avalia a aposentada.
Acordo. A convenção de dois anos do Comando Nacional dos Bancários com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) prevê 8% de reajuste, mais abono de R$3,5mil para 2016. No vale-alimentação e no auxílio-creche ou babá, os reajustes são de 15% e 10%, respectivamente. Para 2017, a Fenaban irá repor a inflação, além de dar 1% de aumento real nos salários e nas verbas.